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O segundo comandante-geral da Policia Nacional para Ordem Pública, comissário Paulo de Almeida, disse hoje, terça-feira, em Luanda que o número de armas entregues pela população em Angola aproxima-se de 30 mil, tendo a capital do pais recolhido mais de quatro mil armas.
Em declarações à imprensa, no final da reunião com membros da Sub-comissão Técnica Nacional para o Desarmamento da População Civil, Paulo de Almeida afirmou que a cidade do Lubango, província do Huíla, continua a liderar a entrega voluntária de armas.
Segundo o comissário da polícia, o ritmo de entrega de armas mantêm-se e ainda não foi feita nenhuma acção coerciva.
"Todo o cidadão que tem em sua posse arma deve fazer a sua entrega, porque serão sujeitos a penalizações caso sejam descobertos", advertiu o segundo comandante-geral da Polícia Nacional.
Paulo de Almeida adiantou que a Polícia vai intensificar o combate aos delinquentes para a segurança e tranquilidade da população, pois eles têm agido e actuado com armas e a obrigação da corporação é actuar e desarmá-los e não apenas detê-los.
O comissário Paulo de Almeida referiu que a colaboração da população e de organismos na denúncia dos delinquentes é fundamental para uma boa actuação da policia.
O objectivo da comissão nacional de desarmamento coordenada pelo Primeiro-Ministro Fernando da Piedade Dias dos Santos é a recolha, armazenamento e custódia de todas as armas ligeiras e de pequeno porte em posse ilegal da população civil, de ex-militares, polícia e empresas de segurança privada.
Como resultado das acções executadas pela comissão, até ao final do mês de Junho foram entregues voluntariamente pela população civil 23.444 armas diversas, 11.667 carregadores e 57.611 munições diversas.
Terminado que está o período de entrega voluntária das armas, actualmente observa-se a fase de recolha coerciva do armamento em posse ilegal dos civis, que compreende a intensificação de busca de informações sobre eventuais focos de resistência quanto à entrega de armas, identificação de esconderijos e realização de operações dirigidas de recolha de armas em todo o território nacional.
Esta fase contempla igualmente a instauração de processos-crime sempre que forem detectados casos de porte e uso ilegal de armas de fogo, início do processo de substituição das armas de guerra em posse das empresas privadas de segurança e sistemas de auto-protecção, por armas de defesa legalizadas. Angop
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