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O coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Portugal, António Pinelo, mostrou-se hoje (sexta-feira), em Luanda, satisfeito pelo nível alcançado pelo Governo Angolano na recuperação da rede fundamental de estradas do país nos últimos quatro anos.
Em declarações à Angop, à margem dos trabalhos do II Congresso Africano de Estradas, que decorre desde o dia 26 de Junho, no Centro de Convenções Talatona, manifestou-se agradavelmente surpreendido com os resultados na reabilitação das estradas, anunciados no evento pelo director-geral do Instituto de Estradas de Angola (INEA), Joaquim Sebastião.
Quinta-feira, o director-geral do INEA anunciou no acto da abertura do congresso que o Programa de Reabilitação de Estradas de Angola foi elaborado em 2004 pelo Governo e, até a data presente, foram já recuperados cerca de quatro mil quilómetros de infra-estruturas rodoviárias.
Na sua óptica, os trabalhos estão a ser feitos de acordo com os padrões internacionais, procurando adoptar os processos construtivos as condições locais, isto é aos materiais, as condições climáticas e aos equipamentos.
Falando sobre "Tecnologias e Materiais Locais", António Pinelo disse que foram apresentadas sessões sobre a forma como estão a ser utilizados os materiais locais na construção dos pavimentos e como as condições locais estão ser tidas em consideração na reabilitação de pontes que se estavam deterioradas, muitas delas por não terem conservação.
Segundo disse, para que tal não aconteça é necessário fazer uma caracterização adequada do estado dos pavimentos e das pontes, através de exames prévios e de ensaios.
A respeito, adiantou que é necessário fazer o controlo da construção durante a execução dos trabalhos, bem como a avaliação do desempenho, isto é ver ao longo do tempo como é que se comportam os trabalhos que foram feitos, designadamente os pavimentos e as terraplenagens.
De acordo com ele, é com base nessa experiência que se podem alcançar as melhores técnicas para aplicar nos vários sítios do país em função dos materiais e do tráfego que utilizam as estradas.
Segundo disse, uma estrada para 300 veículos por dia não tem que ter as mesmas características de uma outra para três mil. Uma estrada para três mil tem que ter características do pavimento diferente das outras. Angop
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