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Calma, tranquila e limpa. Assim se pode caracterizar a cidade de Luanda ontem. As principais artérias da cidade, que normalmente registam grande uma movimentação de pessoas e viaturas, estavam completamente às moscas, depois do Dia de Finados.
As avenidas 21 de Janeiro, Ho Chi Minh, Revolução de Outubro, Amílcar Cabral, Deolinda Rodrigues registavam uma circulação mais fluida do trânsito rodoviário. A maior parte das viaturas que circulavam nestas vias tinha como destino as praias do Benfica, do Museu da Escravatura, dos Ramiros, da Barra do Kwanza e do Cabo Ledo. Os acessos a estas zonas de Luanda foram, mais uma vez, os mais complicados. Às seis da manhã, as zonas mais problemáticas eram a Avenida 21 de Janeiro, na zona do Morro Bento, sentido Rotunda do Gamek-Morro Bento-Benfica, Estrada da Samba, no sentido Corimba-Multiperfil-Morro Bento-Benfica, com longas filas de viaturas.
Diogo Carlos, automobilista, foi dos muitos luandenses que preferiu passar o fim-de-semana prolongado fora do centro da cidade, optando pelas praias do Museu da Escravatura para retemperar as energias para mais uma semana laboral.
A grande movimentação registada nas vias que dão acesso a Sul de Luanda obrigou a uma grande presença de efectivos da Brigada Especial de Trânsito (BET) para a regulação do tráfego rodoviário.
José Cristóvão, agente da BET destacado junto do Mercado do Artesanato, disse que o fim-de-semana prolongado é sempre um período de preocupação para os agentes de trânsito, na medida em que os automobilistas exageram no consumo de bebidas alcoólicas.
“Neste momento, o movimento rodoviário é normal, mas mais tarde, quando todos estiverem a voltar da praia, fica mais complicado, porque os motoristas não respeitam a sinalização, conduzem em sentido contrário, pondo em perigo as suas vidas e as dos peões”, explicou.
Carlos António, funcionário público, disse que aproveitou o fim-de-semana prolongado para relaxar para enfrentar mais uma semana de trabalho.
“Amanhã é o primeiro dia de trabalho da semana. Não se pode faltar, sob risco de se perder o emprego. Por isso, nada de exageros”, avisou.
“Depois deste fim-de-semana, nada melhor do que voltar bem disposto para o trabalho”, disse Joana de Carvalho, funcionária bancária, para quem a segunda-feira foi mais um dia de descanso do que propriamente para grandes farra.
Ainda assi, a fraca movimentação na cidade não poupou as empresas de limpeza de trabalho. Logo às primeiras horas da manhã de ontem recolhiam os resíduos sólidos produzidos na sexta-feira, sábado e domingo. No bairro São Paulo, na manhã de ontem, houve mais quantidades de lixo do que nos dias anteriores. No Martíres de Kifangondo, o morador Jorge Manuel lamentou a falta de colaboração dos cidadãos na limpeza da cidade. “As pessoas deviam colaborar mais, colocando o lixo nos contentores e nos baldes”, disse, salientando que isso facilitaria muito o trabalho das empresas de recolha de lixo.
Fonte:JA
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