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Crise/Tailândia: Centanas de angolanos retidos em Banguecoque e temem intimidações violentas |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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02-Dez-2008 |
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Entre cem a 150 angolanos estão retidos em Banguecoque, capital da Tailândia, desde o passado dia 25, devido à manifestação dos apoiantes do partido Aliança do Povo para a Democracia, que exigem a demissão do primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.
Os manifestantes instalaram-se há já alguns dias nos dois aeroportos locais. De acordo com o depoimento da angolana Neyd Inácio, que prestou declarações ao Jornal de Angola por telefone, são mais de uma centena de angolanos que temem a onda de violência e intimidações que se vive nos aeroportos.
Neyd Inácio e a maioria dos angolanos retidos naquele país asiático foram a Banguecoque em negócios. Compram roupas, calçado e bens industriais para serem comercializados em Angola.
Segundo Neyd Inácio, os passageiros contactam diariamente a Air Etiópia para saber quando poderão ser evacuados, uma vez que não possuem condições financeiras que os permitam permanecer por mais tempo naquele país.
A fonte disse estar bem, assim como os outros companheiros, apesar do desespero que aos poucos os assola. Eles temem que a situação se prolongue por mais tempo, pois não sabem o que os espera. Neyd Inácio e três outras colegas encontram-se alojadas no hotel Por Sison, enquanto outros estão no Euro e não vêem solução para o problema nos próximos dias.
A angolana disse, entretanto, que os anima o facto de as autoridades tailandeses se terem predisposto a pagar os hotéis onde se encontram. “Seria um verdadeiro caos mantermo-nos aqui sem qualquer tostão, já que o pouco que tínhamos acabou com as compras”.
Neyd Inácio apela às autoridades angolanas a pressionarem a Air Etiopia a encontrar soluções rápidas, por forma a resgatar os angolanos que se encontram retidos em Banguecoque.
“Não sabemos por mais quanto tempo esta onda de violência pode durar. Não temos como regressar ao nosso país. Por isso, há toda a necessidade de apoio das autoridades angolanas e de toda a sociedade civil. Por favor façam alguma coisa por nós”, rogou.
Em desespero, ela sente mais ainda a situação em que se acha, quando pensa nos três filhos (um deles de três anos) que ficaram sob os cuidados do marido. “Quase não durmo, como podem perceber. O meu dia-a-dia não tem sido nada fácil”.
Fonte:JA
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