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A preocupação de se recuperar o maior número possível de processos, no meio dos escombros a que ficou reduzida a sede da DNIC, é tão grande quanto a certeza de que uma boa parte deles ficaram danificados.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola chegou aos destroços do prédio da DNIC quando eram 5 horas e 30 da manhã e acompanhou, até ao meio-dia, o empenho dos agentes e oficiais da Polícia de Investigação Criminal na recolha dos processos. As folhas eram apanhadas uma a uma.
Algumas pastas de arquivos, sempre que aparecessem em quantidade, davam a ilusão de que nada estava perdido.

O cepticismo instalava-se quando as pastas de arquivos rareavam e papéis soltos, cada um saído de um processo diferente, abundavam. “Como será tratada a situação de pessoas, eventualmente em prisão preventiva, cujos processos estavam em fase de instrução e ficaram danificados?” Ninguém arriscava qualquer palpite quanto a esta questão, mas a inquietação era visível no rosto de cada um.
Enquanto isso, na avenida Hojy ya Henda, numa das valas onde estão a ser depositados os escombros do edifício da DNIC, assiste-se a um “garimpo” desenfreado, por parte de populares, sobretudo jovens e adolescentes, movidos pela certeza de encontrarem uma outra preciosidade no meio das pedras, cimento e cal que sustentavam o prédio da Direcção Nacional de Investigação Criminal.
Mário José, um adolescente de 14 anos, foi bafejado pela sorte. Na altura em que a reportagem do “JA” passou pelo local, exibia um relógio, desenterrado dos escombros.
As buscas continuam. Enquanto os funcionários procuram pelos processos no local do sinistro, os garimpeiros procuram por coisas que presumem terem sido apreendidas na véspera do desabamento do edifício.
Fonte:JA
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