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O estado de conservação fundamentalmente dos edifícios habitacionais pode ser considerado degradante, segundo o bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola, António Gameiro.
Tal como um qualquer outro organismo, os edifícios também apresentam “doenças”, o que em linguagem arquitectónica pode ser descrito como “a patologia dos edifícios”. Quando um edifício tem fissuras, deslizamentos, humidade acentuada, manchas, entre outros, significa que está a apresentar sintomas de doença, explica o bastonário.
O estado de conservação fundamentalmente dos edifícios habitacionais a nível das cidades do país, e particularmente em Luanda pode ser considerado degradante. O olhar clínico pertence ao bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola, António Gameiro, para quem tal como um qualquer outro organismo os edifícios apresentam “doenças”, o que em linguagem arquitectónica pode ser descrito como a patologia dos edifícios.
“Quando um edifício começa por apresentar fissuras, deslizamentos, humidade acentuada, manchas, entre outros, significa que está a apresentar sintomas de doença”, atesta.
Diante de um cenário similar ao descrito, António Gameiro manifestou que estamos em presença de uma situação que necessita de ser imediatamente controlada. Ele explicou que por norma, se um edifício apresenta fissuras, a experiência aconselha a verificar se as mesmas foram ou não provocadas por deslocação da estrutura que o suporta.
Noutro caso, avançou que, se apresenta um inchaço na base dos pilares é primordial analisar se o peso que o edifício recebeu não excedeu a capacidade para a qual foi calculado. “Por exemplo se concebermos um edifício com cinco andares e aumentarmos mais dois andares significa que estamos a colocar excesso de peso para o qual a estrutura não foi previamente concebida”, reforçou.
Como é consabido as modificações na estrutura inicial deve obedecer às normas básicas de arquitectura e engenharia sob pena de colocar um edifício entre outros males, em risco de desabar. Reportando-se ao ocorrido na DNIC, diria que tal facto constitui um grande exemplo para que se tomem atitudes do ponto de vista de prevenção em relação ao futuro.
António Gameiro, em seu nome e da Ordem dos Arquitectos, manifestou a sua solidariedade às famílias das vítimas do desabamento do ex-prédio da DNIC, afirmou que “ em relação as alterações feitas no já edificado, faz fé que quem autoriza ao certo analisou nos mínimos o projecto inicial porquanto, é deve ser acondicionado um prévio para ser aprovado. A não ser desta forma, está-se a incorrer num erro crasso”.
Segundo lamentou a zona consolidada está a sofrer alterações de descaracterização. “ Se constróem nos terraços, utilizam-se as varandas que serviam como elementos de ventilação, e nos espaços livres. Nesta altura se tivéssemos de passar um certificado de habitabilidade aos edifícios de Luanda provavelmente muitos não obteriam esse documento porque não apresentam condições para o efeito”.
Certo de que, tratando-se de um edifício, não se define um tempo útil de vida, sendo que a história está cheia de exemplos, o interlocutor entende que a cidade precisa de uma intervenção de fundo em função de cada realidade, ou seja, a tomada de medidas no sentido de melhorá-la do ponto de vista urbano, da arquitectura e da sustentabilidade.
Porém, não perde de vista que na situação conjuntural do país, torna-se difícil aplicar as medidas que se impõem tendo em conta a carência habitacional. Por último aconselhou a uma maior atitude cívica por parte dos cidadãos consubstanciado na protecção do bem comum, o que por conseguinte contribuiria a melhorar a convivência e habitabilidade.
F: JA - Adalberto Ceita |
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Existe um perovérbio na qual batata sã no meio das podres, podre ficará.
gostaria de obter o e-mail da ordem dos arquitectos de Angola.
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