|
Há violações dos direitos humanos na Huíla por omissão, Acção de Solidariedade e Desenvolvimento(ASD |
|
|
|
Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
|
|
25-Nov-2008 |
|
A Acção de Solidariedade e Desenvolvimento(ASD) denunciou na cidade do Lubango a ocorrência de violações dos direitos humanos na Huíla por força daquilo que chama de omissão de algumas responsabilidades da parte do Estado aqui entendido por governo.
Para aquela organização versada no trabalho de defesa e promoção dos direitos humanos, as violações mais graves constatam-se nos direitos sociais, onde salienta dificuldades do funcionamento de estruturas importantes na salvaguarda do direito à vida como a saúde e educação, nomeadamente hospitais e escolas.
Falando à Voz da América, o director executivo da ASD, Renato Raimundo, admitiu os esforços do executivo da província no aumento de projectos comunitários no que tange à construção de mais escolas, hospitais e postos de saúde, mas ainda assim longe de satisfazer a necessidade da maioria dos cidadãos.
Mais adiante disse Renato Raimundo, o aumento numérico de infra-estruturas sociais contrasta com a qualidade dos serviços prestados, o que, segundo afirmou, em nada abona para a garantia dos direitos do homem.
«Há um crescimento em termos de implementação de projectos mas estamos a deixar por trás os aspectos qualitativos na prestação de serviços com qualidade.»
Outra insuficiência constatada por aquela organização prende-se com a falta de periódicos locais que possam informar os seus hábitantes, o que para a ASD constitui uma violação do direito à informação e consequentemente um atentado à liberdade de imprensa.
Segundo o responsável da Acção de Solidariedade e Desenvolvimento, quando se pretende construir uma sociedade democrática e de direito é importante que se abra mais a imprensa privada.
«A província da Huíla quase que não consome nenhum periódico para que as pessoas possam ter a informação livre em relação ao que é que se passa na nossa província, portanto, que eu saiba talvez estes jornais vêm de Luanda, Benguela mas nós não notámos assim uma grande preocupação do jornalismo local, principalmente nessa questão de expandir e criar-se mais também órgãos de comunicação sociais privados. É nesta vertente que quando nós falámos de democracia principalmente num estado como o nosso que se pauta por princípios dum Estado de direito e democrático e então um dos pilares da democracia é mesmo a liberdade de expressão.»
A Acção de Solidariedade e Desenvolvimento é uma organização não-governamental que trabalha desde 1996 na defesa e promoção dos direitos humanos na província da Huíla.
Fonte:MultiPress
|