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Huíla: Intolerância política volta a agitar a província (Mpla vs Unita) |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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11-Jul-2008 |
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UNITA voltou a denunciar na província da Huíla actos que qualifica de intolerância política de que estão a ser vítimas alguns militantes seus no interior desta zona do país.
Os últimos acontecimentos deram-se a 25 de Junho passado na comuna do Kalepi, município de Caluquembe a norte da cidade do Lubango. Nesta localidade sete pessoas entre as quais uma anciã de 74 anos de idade todos afectos à UNITA, não conseguiram escapar da fúria de um grupo de homens bem identificados, alegadamente com ligações ao MPLA que reclamavam o desaparecimento de uma bandeira do partido dos camaradas.
A denúncia foi feita à Voz da América pela porta-voz do partido do «galo negro» na Huíla, Amélia Judite, que adiantou estarem nesta altura sob cuidado dos serviços de saúde do município, as vítimas das agressões físicas.
«Neste preciso momento que faço esta entrevista eles estão sob cuidados médicos mesmo lá no município de Caluquembe, mas também a nossa inquietação é que desde o dia 25 em que os casos aconteceram, tendo em consideração que o município de Caluquembe não tem um tribunal, como é óbvio, as questões foram colocadas à Polícia municipal, mas até este momento que faço esta entrevista o comando municipal da Polícia não fez nenhum pronunciamento e as pessoas vítimas das agressões estão neste momento hospitalizadas».
Amélia Judite revela maior preocupação diante destes factos quando todos os caminhos apontam o país para a realização das segundas eleições legislativas. Para ela, não há dúvidas, o objectivo é semear o clima de medo entre aquelas pessoas que não se revêem nos ideais do partido no poder.
A porta-voz da UNITA diz mais adiante haver uma incongruência entre o discurso conciliatório feito pelo Presidente da República que é também presidente do MPLA, em finais do ano passado, e o comportamento de alguns militantes de base do partido maioritário.
«Nós achamos haver uma certa incongruência, repito incongruência, porque o Presidente da República, que por sinal é presidente do MPLA, tem um discurso que nos parece conciliatório mas as suas bases por sinal têm um comportamento que eu posso mesmo considerar de desacreditar o próprio Presidente da República, porque quando ele diz que é necessário respeitar a opinião alheia pensamos que o senhor Presidente da República quer dizer com isto que é necessário que cada um de acordo com a sua opção política esteja dentro das normas de conduta que regem as próprias actividades partidárias».
UNITA na Huíla denuncia casos de intolerância política no município de Caluquembe, situação que condena e apela para o fim urgente da mesma.
Fonte:VOA
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