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O arcebispo de Luanda, Dom Damião Franklin, exortou hoje a todos os angolanos no desarmamento mental, criando no interior de cada um espírito de perdão.
| Foto Angop |
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| Dom Damião Franklin |
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Tais declarações foram feitas no acto de abertura do primeiro Congresso Pro Pace Arquidiocesano de Luanda que decorre no auditório da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de 23 a 25 do corrente mês.
Segundo o prelado para o desarmamento dos cidadãos em posse ilegal de armas urge a necessidade do desarmamento espiritual pois a Igreja tem o papel de auxiliar os cristãos e não só no espírito do amor ao próximo e consequentemente da pátria, olhando assim para um futuro construtivo.
"Quão difícil será desarmar toda gente, mas não é impossível, a Igreja através das suas paróquias e outras comunidades pastorais estão disponíveis a ajudar as pessoas que receiam entregar as armas a polícia, pois ela será o elo de ligação para fazer chegar as autoridades competentes as armas de fogo dos cidadãos receosos", sublinhou.
Por seu turno, o porta voz do congresso, Moura Jorge, membro da Comissão de Justiça e Paz, frisou que o evento tem como objectivo contribuir para a reabilitação do país mediante a sua reconciliação e reconstrução política, social e económica.
No certame participam entidades governamentais, tradicionais e eclesiásticas de diversas congregações, líderes de partidos políticos, comandantes de divisões da Polícia Nacional e membros da sociedade civil.
O Congresso vai abordar os temas "Democracia e cidadania", "Desarmamento da população civil e suas implementações no processo democrático", "Democracia, eleições e desarmamento das mentes", "Democracia, oposição e alternância de poder", "Democracia e Direitos Humanos", "Democracia e liberdade de imprensa" e "Democracia e Desenvolvimento".
A realização da congresso está a cargo das Comissões Diocesanas e Episcopal de Justiça e Paz, através da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), num programa denominado "Construtores de Democracia".
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