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Luanda: Processo de tratamento de certas doenças pode causar surdez, Josina Machel, Matuba Filipe |
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16-Jul-2008 |
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Os métodos utilizados para a cura de doenças como a malária, meningite e a tuberculose constituem as principais causas de surdez infantil em Angola, afirmou hoje, em Luanda, o chefe de departamento de Otorrinolaringologia do hospital Josina Machel, Matuba Filipe.
Em declarações à Angop, o especialista informou que as super–dosagens (uso excessivo de medicamentos) para o tratamento destas enfermidades, a não vacinação contra a Rubéola (doença que afecta seriamente o desenvolvimento normal do aparelho auditivo do feto causando a surdez), o tratamento da Sífilis e o alto nível de poluição sonora contribuem para o aumento dos casos de surdez infantil.
Matuba Filipe apontou algumas pistas para se detectar com antecipação a doença.
“Se a criança tiver o ouvido a doer ou as vias respiratórias obstruídas e também usar constantemente os pronomes “Que e O quê”, deve imediatamente recorrer ao centro médico.
A fonte explica que a surdez tem a sua classificação tendo em conta a área do ouvido que apresenta a deficiência.
“A maior parte dos tipos de surdez é neurossensorial, ou de percepção, acontecendo no ouvido interno, entre a cólera e o centro auditivo de processamento.
A surdez de condução, ou de transmissão, afecta o percurso do som entre o ouvido externo e o ouvido médio”, disse.
Filipe Matuba afirmou que estas lesões podem ser consequência de uma otite (entrada de um objecto estranho), uma obstrução tubar, uma perfuração da membrana timpânica, um traumatismo agudo (craniano, acústico, cirúrgico), uma malformação ou uma doença neurodegenerativa. É o tipo mais comum e, na maioria dos casos é passageiro, pode ser tratado e em geral não necessita de reabilitação.
A audição é essencial para o desenvolvimento da fala, da linguagem, da socialização e de outras formas de comportamento da criança segundo explica o médico.
“Sem a audição a criança tende a se afastar do seu meio ambiente, isola-se, e pode ter a aparência de criança retardada, com distúrbios emocionais e de aprendizagem”, frisou.
Em Angola, calcula-se que um milhão e 500 mil homens e mulheres tenham algum tipo de perda auditiva e que 700 mil nada ouçam.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 por cento da população mundial tem algum défice auditivo. Já a chamada "surdez severa" incide em uma em cada mil pessoas nos países desenvolvidos e em quatro em cada mil nos países subdesenvolvidos.
Classicamente, surdez é descrita como a perda de audição para determinado número de decibéis e frequentemente não se leva em conta o aspecto funcional da audição, como propósito de comunicação.
Fonte:Angop
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