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Lunda Norte: Militares das Forças Armadas Angolanas aterrorizam população |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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07-Jul-2008 |
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Militares das Forças Armadas Angolanas que estão a realizar a «Operação Toupeira», cujo objectivo é repatriar estrangeiros ilegais, assim como afastar alguns cidadãos das zonas de exploração diamantífera, são acusados de espancarem cidadão indefesos.
Os mesmos são ainda acusados, segundo o Jornal «Angolense» cirando alguns populares de queimarem casas e cartões eleitorais, bem como abusar sexualmente de cidadãs congolesa.
A localidade chama-se Candomblé Bananeira comuna de Kassange Kalukala, município de Xá Muteba, Província da Lunda-Norte. Para chegar ao local, a equipa de reportagem do Angolense, na companhia de dois deputados, Sebastião Tutelando e Vemba Santo, percorreu um longo caminho de terra batida e teve que atravessar pontes improvisadas.
Uma vez ultrapassados os obstáculos, estávamos em Candomblé Bananeira, aldeia da comuna de Kissanga Kalukala, Ao contrário dos outros tempos, em que a localidade ganhou fama pelo cultivo de banana, a exploração de diamantes é hoje a referência, o pue atrai cada vez mais forasteiros para Candor Bananeira.
Na aldeia podem ser encontrados cidadãos de vários pontos do país, mas são os Congoleses Democráticos que mais habitam a região, seguidos pelos nativos e cidadãos do sul do país, que se instalaram ali depois do conflito armado, já que eram militares e preferiram ficar por lá depois de serem desmobilizados.
Em face da presença massiva de estrangeiros na localidade e não só, uma acção de repatrimento foi gizada a partir do Estado-Maior General das forças Armadas Angolanas, uma vez que os efetivos da Polícia Nacional têm sido ´´ incapazes ´´ de por ordem na zona, como apurámos no local.
No quadro da operação, os militares são acusados de espancarem, queimarem casas e cartões de eleitores, assim como pelo saque de alguns bens dos cidadãos.
Algumas marcas de espancamentos são visíveis (ver fotos). Os cidadãos contactados pelo Angolense não se inibiram e exibiram as marcas deixadas pela violência inclusive nos órgãos genitais.
“Vou despir para que vocês tenham uma ideia daquilo que me aconteceu, a mim e a outras pessoas. O exército está a maltratar as pessoas, mas não podemos dar a cara porque aqui estamos na mata”, justificou.
Ao contrário do nosso anterior interlocutor, Joaquim Aníbal, 32 anos, não se escudou no anonimato.
Deu a cara e denunciou a destruição da sua casa, o que lamentou, argumentando que a sua esposa é natural de Kassage Kalukala -Candombe Bananeira.
“Quando os militares chegaram, pediram para que abandonássemos a nossa casa, a minha esposa negou a orientação porque nasceu aqui. Por isso, quatro militares meteram fogo na nossa casa”, acusou.
Sublinhou que grande parte da família da sua esposa vive naquela comuna, tendo dito ainda que quando os efectivos chegaram no terreno começaram a repartia os Congoleses Democratas, para depois lançarem a «ofensiva», contra os angolanos.
Fonte:Angolense
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