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Dundo - Os Serviços de Emigração e Estrangeiros (SME) na Lunda Norte repatriaram, desde Maio até a presente data, 50 mil e 892 cidadãos estrangeiros por entrada e permanência ilegal no país. Segundo o director local dos SME, José Manuel Pinto, que informou o facto hoje, sexta-feira, à Angop, esta acção resultou da operação conjunta entre a Polícia Nacional e as Forças Armadas Angolanas, denominada "toupeira".
Deste número disse, 42 mil e 500 são da República Democrática do Congo, entre os quais cinco mil 805 mulheres e dois mil e 587 crianças.
Deu a conhecer que foram igualmente repatriados 225 oeste-africanos nomeadamente malianos, senegaleses, mauritanianos, ivoirienses, liberianos e cabo-verdianos.
Constam ainda da lista cidadãos da Nigéria, da Gâmbia, da Zâmbia, Guiné Conacri e Guiné Bissau.
Informou que no princípio da operação eram repatriados diariamente 300 a 400 estrangeiros e neste momento a média é de 30 a 40 por dia.
Fez saber que a zona sul da província, no município do Cuango e Xá-Muteba, regista o maior número de estrangeiros ilegais por serem áreas onde praticam o garimpo.
Referiu que a acção, que decorre em toda a província, vai continuar até que se faça uma cobertura total da fronteira regional, por isso defendeu o reforço com meios materiais e humanos dos órgãos vocacionados para a actividade.
Com nove municípios e cerca de 800 mil habitantes, a província da Lunda Norte possui 770 quilómetros quadrados, mantendo uma fronteira terrestre e fluvial com a República Democrática do Congo. Angop
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