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Cento e oito mil e 385 minas anti-pessoais, implantadas no solo angolano, durante o conflito armado (terminou em 2002) que assolou o país, foram desactivadas de 1996 a Março do presente ano, no âmbito do processo de desminagem levado acabo pelo governo, informou hoje (quinta-feira), na província do Uíge, o ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua.
O ministro, que apresentou os dados na reunião sobre o processo de desminagem, no âmbito da sua visita de algumas horas à província do Uíge, informou que, no período em referência, foram desactivadas e destruídas 12 mil e 960 minas anti-tanque e removidos um milhão 324 mil e 824 engenhos explosivos, numa superfície de 87 milhões 132 mil e 524 metros quadrados.
Disse que pelo menos 685 mil toneladas de material letal foram destruídas.
Informou que 81 mil e 426 quilómetros de estradas e dois mil e 439 quilómetros de caminho de ferro beneficiaram também de desminagem, no âmbito do processo que conta com o envolvimento de 48 brigadas das Forças Armadas Angolanas, do Gabinete de Reconstrução Nacional e das organizações não governamentais.
Quanto às linhas de transporte de energia eléctrica, disse ter sido desenvolvido trabalhos que permitiram que mil e 415 quilómetros ficassem livres destes engenhos.
João Baptista Kussumua, que elogiou o trabalho desenvolvido pelas operadoras de desminagem no país, espera que haja maior dinamismo no processo a nível do país, com o aumento de mais 11 brigadas, passando para 59, aumentando o efectivo de desminagem para quatro mil e 298 especialistas.
F: Angop
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