Esqueceu a senha? Criar Conta!
  • Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
  • Increase font size
  • Decrease font size
  • Default font size
  • default color
  • red color
  • green color

Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Acordo Ortográfico: Angola - Sociedade passa ao lado, governo não definiu data para ratificação Imprimir e-mail
Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.   
05-Abr-2008

Em Angola, o processo de ratificação do Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está a ser gerido pelos ministérios da Educação e das Relações Exteriores.

Fonte ligada a este processo contactada pela Agência Lusa explicou ainda que a aprovação final do documento, sem qualquer data apontada oficialmente, deverá passar pelo Conselho de Ministros e pela Assembleia Nacional.

"Os Estados foram notificados para se pronunciarem sobre o assunto e nós estamos a desencadear mecanismos internos para saber como estão as coisas", acrescentou a fonte.

De acordo com esta fonte, existe uma "preocupação" de todos os Estados lusófonos, logo também de Angola, para resolver a questão, na medida em que há actualmente "uma fala e duas escritas"..

Para o governo angolano, o Acordo Ortográfico ainda não foi assinado porque "caiu no esquecimento", considerando a fonte que "agora é importante voltar a analisá-lo para lhe dar seguimento".

"O problema é que as questões surgiram e depois morreram, por isso elas devem voltar a ser discutidas", concluiu.

O Acordo Ortográfico foi assinado a 16 de Dezembro de 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe mas não podia entrar em vigor por não ter sido ratificado por todos os países.

A discussão formal sobre a ratificação do documento tem sido residual em Angola e a comunicação social não tem dado relevo a esta matéria.

Mas, em Fevereiro último, o escritor angolano José Eduardo Agualusa, em prosa divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, defendeu que Angola "deve optar pela ortografia brasileira", caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por "resistência" de Portugal.

Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, José Eduardo Agualusa avançava então como justificação o facto de Angola ser um país independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal.

Agualusa defendeu ainda, na crónica que publica regularmente n´A Capital, que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".

Ainda no referido texto do escritor José Eduardo Agualusa, este defende que a educação das populações angolanas e o desenvolvimento do país depende da importação, nos próximos anos, de milhões de livros.

E defende que as autoridades angolanas devem criar "rapidamente legislação" que permita e facilite a entrada de produtos culturais e, "em particular", de livros, no país.

Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da "nossa" língua.

O autor apontava no texto ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão.

E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza".

"Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.

Por outro lado, Jerónimo Belo, animador cultural e homem de letras, defendeu à Lusa que Angola deve ratificar o Acordo Ortográfico "no mais curto espaço de tempo possível".

"Os responsáveis angolanos não se podem esquecer que o país não está sozinho no mundo e deve participar com os restantes países de língua oficial portuguesa na procura de uma solução que a todos sirva, nomeadamente com a ratificação do texto", disse.

Jerónimo Belo sobrepõe "o interesse das crianças" angolanas a "qualquer outra questiúncula".

Um exemplo: "Sabe-se que Angola precisa muito de importar bens culturais, como acontece com a quase totalidade dos países africanos".

"Ora, havendo uma uniformidade nesta matéria, estes países podem proceder a importações, por exemplo de livros, com a garantia de que existe coerência na exposição dos conteúdos e sem o risco de equívocas interpretações na aquisição de saber", explicou.

© 2008 LUSA

Popularidade: 197
Comentários (0)Add Comment

Escreva seu Comentário
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
Quadro menor | Quadro maior

busy
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Saiba mais

Minha terra

Caminhos

Ajude-nos a crescer

MAIS XYAMI

 AX - Econtros/Amizade
    Amizades do coração 
AX - Fórum
Informação e Reflexão
AX - Rádio

A melhor música 24/24
AX - Vídeo
Vídeos de Angola,
África e do Mundo.
AX - Topsite
Vota os melhores
websites de Angola
AX - Chat
Canto do zuela tudo
AX - Galeria de fotos

Fotos de Angola e do mundo
AX - Frases
Eu, nós, eles disseram
AX - Anexa
Site 2.0 que agrega
as melhores notícias de Angola

 

Leitores Assíduos

Temos 45 visitantes em linha

Porque não?

Colabore com o Angolaxyami!

Sabias que...

Falou e disse

 “Em Angola os oriundos do norte (kimbundos) se dizem “vivos, vijús”, os do sul (humbundos) se afirmam inteligentes e letrados. O que pensas?"