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Dezasseis pinturas do artista plástico Hildebrando de Melo que apelam ao incentivo constante da solidariedade, compaixão e do amor, serão expostas, a partir do próximo dia 15, no Salão da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), em Luanda.
Segundo o autor, as obras, feitas em estilo expressionismo abstracto e que têm como título genérico “Específico Killing Structures”, trazem ao observador a mensagem de que se deve rebuscar os valores cívicos e morais perdidos durante os 30 anos de guerra no país, aspectos importantes para um progresso mais acentuado de Angola.
Para o artista que faz recurso frequente da espátula para a concepção das suas obras, o conhecimento do ser e estar do angolano (desde comunidades angolanas como cokwe, nganguela, kimbundu e umbundu) ajudará a perspectivar um país cada vez mais forte e próspero.
Ao prefaciar a exposição “Específico Killing Strutures”, o jornalista Manuel Dionísio, falecido no princípio deste ano, refere que Hildebrando de Melo se insere como inquisidor dos novos tempos, um homem ajustado às interrogações que se fazem sobre a razão de ser das coisas.
“Específico é um assaltado a todo esse conjunto de incidências de e para o homem no século XXI, com a passagem das relações de produção industriais para pós-industriais, baseadas em serviços e trocas de bens simbólicos ou abstractos”, referiu.
Natural do Huambo, Hildebrando de Melo, de 29 anos, tem cinco exposições individuais realizadas e participações em amostras colectivas em Angola, Portugal e Estados Unidos da América. O artista, que frequentou seminários com curadores estrangeiros de países como África do Sul, EUA e Alemanha, é vencedor do Prémio Ensarte/2004, na categoria “Juventude”, uma promoção da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), bem como detentor do concurso “Sona desenhos na areia” da empresa norueguesa do ramo dos petróleos, Nosk Hydro. JA
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