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O Manchester United ganhou hoje em Moscovo a sua terceira Taça dos Clubes Campeões Europeus de futebol diante do rival Chelsea, no desempate por penaltis (6-5), após igualdade a um golo.
Apesar de Cristiano Ronaldo ter falhado um dos pontapés de grande penalidade, inaugurou o marcador, aos 26 minutos, mas Lampard empatou a partida e a decisão ficou para lá do prolongamento.
O francês Anelka imitou o capitão "blue" John Terry e falhou o penalti decisivo, cedendo uma terceira vez esta temporada diante dos "diabos vermelhos" de Manchester.
Na terceira final da prova entre clubes do mesmo país - Real Madrid-Valência (2000) e AC Milan-Juventus (2003) - um emblema inglês alcançou o maior título europeu pela 11ª vez, igualando Itália e Espanha como as nações com mais triunfos na competição.
O Manchester já tinham deixado os "azuis" de Londres a dois pontos de distância na tabela da Liga inglesa, festejando assim o seu 17º título da "Premiership", e ergueram o maior troféu europeu uma terceira vez, repetindo os êxitos de 1968 (diante do Benfica, em Wembley) e de 1999.
O Chelsea perdera a Supertaça para o United no desempate por penaltis, voltou a ser derrotado (2-0) em Old Trafford, na primeira volta do campeonato, mas vencera depois em Stamford Bridge (2-1),
Ronaldo, com o tento inaugural confirmou o estatuto de melhor marcador da prova (oito golos), ao qual poderá juntar a Bola de Ouro (encerrou a época com 42 golos), e pode celebrar com Carlos Queiroz, técnico-adjunto do escocês Alex Ferguson, e Nani, que também foi chamado a converter um dos penaltis e concretizou o 4-4.
No Estádio Luzhniki, os "diabos vermelhos" de Manchester já utilizaram o avançado Wayne Rooney e o defesa central Nemanja Vidic, enquanto Nani não fez companhia no "onze" ao colega de selecção Cristiano Ronaldo.
Nos "azuis" de Londres, Malouda ganhou a titularidade a Kalou, naquela que foi a única alteração em relação à equipa inicial que eliminou o Liverpool na segunda-mão das meias-finais, com um único internacional português a titular, o defesa central Ricardo Carvalho.
A primeira final inglesa da prova começou com bom ritmo e ambas as equipas apostaram na rápida troca de bola, sucedendo-se as transições em cada uma das metades do campo até que, aos 26 minutos, Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador, com um cabeceamento irrepreensível, após cruzamento de Wes Brown e perante a passividade do defensor ganês Michael Essien.
O United remeteu-se ao contra-ataque e, aos 35 minutos, Ronaldo voltou a desenvencilhar-se dos adversários e cruzou para a cabeça do argentino Teves, mas o guarda-redes checo dos londrinos, Cech, defendeu e voltou a impor-se segundos depois à recarga de Carrick.
Em cima do intervalo (45), depois de um remate de Essien, que esbarrou na defesa dos "diabos", Lampard aproveitou o ressalto e empatou a partida, com um toque em jeito, à saída de Van der Sar.
Na segunda parte, a equipa londrina melhorou a cobertura aos adversários e limitou os movimentos contrários num primeiro momento, mas o Manchester reequilibrou o jogo, mas foi o "blue" Drogba a criar uma grande ocasião de perigo, com um remate forte ao poste direito da baliza defendida por Cech, a 12 minutos dos 90.
Já com o galês Ryan Giggs a ultrapassar o recorde de jogos disputados pelo United de Bobby Charlton (759 partidas), o Chelsea voltou, com cinco minutos decorridos no prolongamento, a atirar aos "ferros" da baliza adversária, por intermédio de Lampard, após uma troca de bola, já na grande área do Manchester.
A cinco minutos do intervalo do tempo-extra, Evra "furou" a defensiva "azul" e cruzou atrasado para Giggs, mas o veterano do Manchester não contou com a rapidez de Terry, que "cortou" a bola de cabeça no momento exacto.
Com quatro minutos para jogar no prolongamento, um desentendimento entre vários jogadores resultou na expulsão de Drogba, por ter dado uma estalada em Vidic, tornando-se o segundo jogador a ver um "vermelho" numa final da "Champions" depois do alemão Jens Lehman (Arsenal), no encontro decisivo de 2006, diante do FC Barcelona.
No desempate por penaltis, Ronaldo permitira a defesa a Cech, mas Terry escorregou na altura da confirmação do triunfo e a bola saiu ao lado, enquanto Anelka deixou o guardião Van der Sar brilhar, defendendo a vantagem de 6-5.
Jogo disputado no Estádio Luzhniki, em Moscovo.
- Ao intervalo
1-1
- Marcadores:
1-0, Cristiano Ronaldo (26).
1-1, Frank Lampard (45).
- Evolução do desempate por grandes penalidades:
1-0, Tevez.
1-1, Ballack.
2-1, Carrick.
2-2, Belletti.
2-2, Ronaldo falha (defesa de Cech)
2-3, Lampard.
3-3, Owen Hargreaves.
3-4, Ashley Cole.
4-4, Nani.
4-4, John Terry falha (escorrega e atira ao lado)
5-4, Anderson.
5-5, Kalou.
6-5, Giggs.
6-5, Anelka falha (defesa de Van der Sar).
- Manchester United: Van der Sar, Wes Brown, Rio Ferdinand, Vidic, Evra, Owen Hargreaves, Carrick, Paul Scholes (Giggs, 87), Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney (Nani, 102) e Tevez.
- Chelsea: Cech, Essien, Ricardo Carvalho, John Terry, Ashley Cole, Makelele, Joe Cole (Anelka, 99), Ballack, Frank Lampard, Malouda (Kalou,92) e Drogba.
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Paul Scholes (22), Makelele (22), Rio Ferdinand (43), Ricardo Carvalho (47+), Vidic (111), Ballack (116), Tevez (116), Essien (118); cartão vermelho directo para Drogba (116).
Assistência:
HPG.
Lusa/Fim
Moscovo, 21 Mai (Lusa) - O Manchester United ganhou hoje em Moscovo a sua terceira Taça dos Clubes Campeões Europeus de futebol diante do rival Chelsea, no desempate por penaltis (6-5), após igualdade a um golo.
Apesar de Cristiano Ronaldo ter falhado um dos pontapés de grande penalidade, inaugurou o marcador, aos 26 minutos, mas Lampard empatou a partida e a decisão ficou para lá do prolongamento.
O francês Anelka imitou o capitão "blue" John Terry e falhou o penalti decisivo, cedendo uma terceira vez esta temporada diante dos "diabos vermelhos" de Manchester.
Na terceira final da prova entre clubes do mesmo país - Real Madrid-Valência (2000) e AC Milan-Juventus (2003) - um emblema inglês alcançou o maior título europeu pela 11ª vez, igualando Itália e Espanha como as nações com mais triunfos na competição.
O Manchester já tinham deixado os "azuis" de Londres a dois pontos de distância na tabela da Liga inglesa, festejando assim o seu 17º título da "Premiership", e ergueram o maior troféu europeu uma terceira vez, repetindo os êxitos de 1968 (diante do Benfica, em Wembley) e de 1999.
O Chelsea perdera a Supertaça para o United no desempate por penaltis, voltou a ser derrotado (2-0) em Old Trafford, na primeira volta do campeonato, mas vencera depois em Stamford Bridge (2-1),
Ronaldo, com o tento inaugural confirmou o estatuto de melhor marcador da prova (oito golos), ao qual poderá juntar a Bola de Ouro (encerrou a época com 42 golos), e pode celebrar com Carlos Queiroz, técnico-adjunto do escocês Alex Ferguson, e Nani, que também foi chamado a converter um dos penaltis e concretizou o 4-4.
No Estádio Luzhniki, os "diabos vermelhos" de Manchester já utilizaram o avançado Wayne Rooney e o defesa central Nemanja Vidic, enquanto Nani não fez companhia no "onze" ao colega de selecção Cristiano Ronaldo.
Nos "azuis" de Londres, Malouda ganhou a titularidade a Kalou, naquela que foi a única alteração em relação à equipa inicial que eliminou o Liverpool na segunda-mão das meias-finais, com um único internacional português a titular, o defesa central Ricardo Carvalho.
A primeira final inglesa da prova começou com bom ritmo e ambas as equipas apostaram na rápida troca de bola, sucedendo-se as transições em cada uma das metades do campo até que, aos 26 minutos, Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador, com um cabeceamento irrepreensível, após cruzamento de Wes Brown e perante a passividade do defensor ganês Michael Essien.
O United remeteu-se ao contra-ataque e, aos 35 minutos, Ronaldo voltou a desenvencilhar-se dos adversários e cruzou para a cabeça do argentino Teves, mas o guarda-redes checo dos londrinos, Cech, defendeu e voltou a impor-se segundos depois à recarga de Carrick.
Em cima do intervalo (45), depois de um remate de Essien, que esbarrou na defesa dos "diabos", Lampard aproveitou o ressalto e empatou a partida, com um toque em jeito, à saída de Van der Sar.
Na segunda parte, a equipa londrina melhorou a cobertura aos adversários e limitou os movimentos contrários num primeiro momento, mas o Manchester reequilibrou o jogo, mas foi o "blue" Drogba a criar uma grande ocasião de perigo, com um remate forte ao poste direito da baliza defendida por Cech, a 12 minutos dos 90.
Já com o galês Ryan Giggs a ultrapassar o recorde de jogos disputados pelo United de Bobby Charlton (759 partidas), o Chelsea voltou, com cinco minutos decorridos no prolongamento, a atirar aos "ferros" da baliza adversária, por intermédio de Lampard, após uma troca de bola, já na grande área do Manchester.
A cinco minutos do intervalo do tempo-extra, Evra "furou" a defensiva "azul" e cruzou atrasado para Giggs, mas o veterano do Manchester não contou com a rapidez de Terry, que "cortou" a bola de cabeça no momento exacto.
Com quatro minutos para jogar no prolongamento, um desentendimento entre vários jogadores resultou na expulsão de Drogba, por ter dado uma estalada em Vidic, tornando-se o segundo jogador a ver um "vermelho" numa final da "Champions" depois do alemão Jens Lehman (Arsenal), no encontro decisivo de 2006, diante do FC Barcelona.
No desempate por penaltis, Ronaldo permitira a defesa a Cech, mas Terry escorregou na altura da confirmação do triunfo e a bola saiu ao lado, enquanto Anelka deixou o guardião Van der Sar brilhar, defendendo a vantagem de 6-5.
Jogo disputado no Estádio Luzhniki, em Moscovo.
- Ao intervalo
1-1
- Marcadores:
1-0, Cristiano Ronaldo (26).
1-1, Frank Lampard (45).
- Evolução do desempate por grandes penalidades:
1-0, Tevez.
1-1, Ballack.
2-1, Carrick.
2-2, Belletti.
2-2, Ronaldo falha (defesa de Cech)
2-3, Lampard.
3-3, Owen Hargreaves.
3-4, Ashley Cole.
4-4, Nani.
4-4, John Terry falha (escorrega e atira ao lado)
5-4, Anderson.
5-5, Kalou.
6-5, Giggs.
6-5, Anelka falha (defesa de Van der Sar).
- Manchester United: Van der Sar, Wes Brown, Rio Ferdinand, Vidic, Evra, Owen Hargreaves, Carrick, Paul Scholes (Giggs, 87), Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney (Nani, 102) e Tevez.
- Chelsea: Cech, Essien, Ricardo Carvalho, John Terry, Ashley Cole, Makelele, Joe Cole (Anelka, 99), Ballack, Frank Lampard, Malouda (Kalou,92) e Drogba.
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Paul Scholes (22), Makelele (22), Rio Ferdinand (43), Ricardo Carvalho (47+), Vidic (111), Ballack (116), Tevez (116), Essien (118); cartão vermelho directo para Drogba (116).
Assistência:
HPG.
Lusa/Fim
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