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Cesta básica sobe mais de 20 por cento mais 2.000 kwanzas pela mesma quantidade de produtos |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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01-Jun-2008 |
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O preço da cesta básica consumida pelos luandenses registou, nos últimos cinco meses, um aumento de 20 por cento. Se em Janeiro o consumidor gastava para este pacote pouco mais de sete mil kwanzas, actualmente paga-se, no mínimo, mais 2.000 kwanzas pela mesma quantidade de produtos.
Numa ronda efectuada nos principais supermercados da capital do país pode-se constatar que na compra do cabaz composto por 13 tipos de produtos nas mais diversas unidades custa agora entre oito e 12 mil kwanzas. A subida dos preços de alguns produtos como o arroz, o leite, o açúcar e a fuba, e óleo e o feijão impulsionou o preço da cesta básica.
Assim, se antes no supermercado Martal o consumidor gastava 10 mil kwanzas para compra deste pacote com (13 itens), hoje paga 12 mil kwanzas para oito quilogramas de igual quantidade de açúcar, oito quilogramas também de fuba de milho amarela, sete quilogramas de fuba de milho branca e igual quantidade de fuba de bombó. Acresce-se ainda oito quilogramas de farinha de trigo, quatro de feijão, quatro litros de óleo de soja, dois litros de óleo de palma, duas barras de sabão, dois quilogramas de sal, dois quilogramas de peixe seco e uma lata de leite.
O mesmo acontece com a Shoprite, que procedeu também a um aumento nos preços dos principais produtos, encarecendo, assim, a cesta básica. O consumidor pode actualmente comprar o pacote ao preço de mais de oito mil kwanzas, contra os seis mil kwanzas anteriores.
Uma realidade quase diferente em termos de valores do supermercado Jumbo onde os custos de pelo menos dez tipos de produtos diversos podem chegar aos nove mil kwanzas.
No Nosso Super a cesta básica também subiu, estando hoje a custar oito mil kwanzas contra os anteriores 6.955 kwanzas.
João Afonso, funcionário público, diz que a alta de preços dos principais produtos não se justifica numa altura em que o dólar se mantém estável no mercado nacional. Na sua opinião, assiste-se a uma tendência de aumento dos preços, ao invés de reduzir. O facto de o país ainda depender muito da importação é, segundo o funcionário público, um dos factores que faz encarecer os produtos.
Quem corrobora com a mesma opinião é Cristina Augusto, dona de casa. Ela diz que enquanto o país não aumentar a produção interna e depender apenas da importação, os angolanos vão continuar a enfrentar este tipo de situação.
A cesta básica é tida como a quantidade de alimentos de todos os tipos capaz de nutrir durante um mês um determinado número de família.
Fonte:JA
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