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O sector da construção civil em Angola vai continuar a registar a maior taxa de crescimento a curto prazo, em função da reabilitação de estradas, pontes, escolas, hospitais e outras infra-estruturas básicas.
Essa análise do sector económico nacional foi feita hoje (quinta-feira), em Luanda, pelo economista e professor catedrático de Gestão, de nacionalidade portuguesa, Luís Fernando Mira Amaral, durante o I seminário de "Alta Direcção", dirigido a gestores de empresas públicas, que encerrou essa noite na capital angolana.
Segundo o também professor de Economia Industrial, a área de construção está a registar taxas muito elevadas, sendo das maiores em toda a história económica do país, devido o elevado número de projectos que estão a ser implementados nas 18 províncias do país.
" O sector vai evoluir muito rapidamente nos próximos tempos, pois as infra-estruturas são vitais para que a produção chegue aos locais de consumo e para a circulação de pessoas, bens e serviços em todo o território angolano".
Além da construção, Mira Amaral avançou o comércio como sendo um dos sectores, a seguir da construção, que muito vai crescer nos próximos tempos, tendo em conta a livre circulação de pessoas e bens, assim como a procura de hotéis que se tem registado.
O prelector fez igualmente referência a um crescimento nos sectores industrial e agrícola, neste último, na sua óptica, fruto do progresso registado na desminagem, na introdução de sistemas de irrigação e também na reinserção socioeconómica das populações deslocadas.
Em 2006, os sectores que mais contribuíram para a boa performance do segmento não petrolífero angolano foram o comércio, banca, seguros e telecomunicações com 38,1 porcento, indústria transformadora com 44,7% e construção com 30 porcento.
Actualmente, os sectores prioritários privilegiados pelo executivo angolano são a agro-pecuária, pescas, indústria transformadora, pólos de desenvolvimento industrial e plataforma logísticas, construção civil, hotelaria e turismo, saúde, educação e habitação social, infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias, energia, água, saneamento básico, telecomunicações e equipamentos de grande porte para movimentação de carga e passageiros.
Noutra vertente, indicou que o principal desafio para o Governo angolano vai centrar-se na promoção da utilização dos recursos petrolíferos, com vista a potenciar o desenvolvimento económico.
Com duração de quatro dias, o fórum abordou, ente outros temas, as " Perspectivas para a economia mundial, Angola: As perspectivas da economia e a cooperação com Portugal, Pressupostos para o reforço e desenvolvimento das empresas nacionais, Desenvolvimento: Os grandes desafios, e a motivação nas organizações".
O seminário visou actualizar os conhecimentos no campo da gestão de empresas do ponto de vista de "Alta Direcção", passar uma visão mais abrangente das novas tendências empresariais no contexto de uma economia globalizada, assim como sensibilizar para a melhoria das capacidades directivas pessoais e do método de tomar a decisão.
Fonte:Angop
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