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Luanda – Os fluxos financeiros oriundos do Orçamento Geral do Estado (OGE), devido às características muito próprias da economia nacional, têm constituído ainda a principal base para os negócios do sistema bancário angolano, disse hoje (segunda-feira), em Luanda, o ministro das Finanças, José Pedro de Morais. Ao falar na cerimónia de inauguração da agência do Finibanco, para marcar, de forma simbólica, o inicio da sua actividade no país, num acto por si presidido, o titular das Finanças disse estar convencido de que o rápido crescimento económico no sector não petrolífero, através dos rendimentos que ai são gerados, poderá constituir uma “boa base” para o crescimento das instituições bancárias.
| Foto Angop | |  | | Ministro das Finanças, José Pedro de Morais | | | Segundo José Pedro de Morais, o Governo, atento a todos os fenómenos de desenvolvimento que estão a ocorrer no país, está a trabalhar na regulamentação e criação de novos produtos bancários, que vão permitir às instituições como o Finibanco poder desenvolver plenamente a tecnologia que traz para o mercado angolano.
O ministro salientou que as instituições bancárias têm responsabilidades partilhadas com o Estado, consubstanciadas na manutenção da estabilidade macroeconómica e na contribuição para o desenvolvimento socio-económico do país, pelo facto da licença para iniciar a actividade ser atribuída pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
Para o governante, as tarefas e missão do banco, evocadas pelos empreendedores do projecto, enquadram-se nestes objectivos, daí a razão do Governo ter decidido atribuir a licença ao Finibanco.
“Nós compreendemos também que a actividade bancária rege-se por um ambiente de crescente concorrência, por isso todos os nossos projectos apostam na inovação tecnológica, e parece-nos ser esta também a aposta do Finibanco, e sobretudo na formação de quadros”, frisou o ministro.
O Finibanco Angola é uma instituição financeira bancária formada por capitais angolanos e lusos, dispõe de um capital social de 10 milhões de dólares norte-americanos, e a sua abertura no país proporcionou 23 novos postos de trabalho.
No âmbito da política de expansão da actividade no país, a administração do banco perspectiva abrir, até final deste ano, três balcões na capital do país, sendo um em Cacuaco, outro em Viana e por último no centro da cidade.
Até 2011, segundo a administração do Finibanco, a instituição financeira poderá dispor de uma rede de balcões composta por 30 agências em todo o país. Com a entrada em funcionamento do Finibanco, o mercado financeiro angolano passa a contar com 17 bancos comerciais.
O banco é detido em 60 porcento pelo Finibanco de Portugal e 40 porcento por accionistas angolanos, a título individual.
Em Portugal, o Finibanco conta com uma rede de balcões composta por 170 agências e mil e 300 colaboradores. Foi constituído como instituição de crédito em Junho de 1993.
Na Europa, além de Portugal, possui uma pequena representação na Roménia. Angop
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