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Governo angolano aumenta produção interna para travar crise alimentar mundial, Benjamim Castelo, INC |
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29-Jun-2008 |
O Governo angolano adoptou uma estratégia nacional para fazer face à crise alimentar mundial. O director do Instituto Nacional de Cereais, Benjamim Castelo, disse, a propósito, que factos recentes relativos à subida dos preços dos alimentos determinaram a criação da medida, que vai permitir travar o impacto de possíveis implicações decorrentes da situação.
Benjamim Castelo anunciou o facto ontem, no Luena, durante o encerramento do XXXII conselho consultivo do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Minader). Ele fez saber que, apesar de não existirem dados fiáveis relativos ao número de pessoas vulneráveis ou em insegurança alimentar no país, o relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas 2007/2008 indica que 35% da população angolana é considerada subnutrida, ou seja, sem capacidade para garantir uma alimentação com qualidade.
O director do Instituto Nacional de Cereais acrescentou entretanto que na conferência de alto nível, realizada em Roma, Itália, de 3 a 5 do ano em curso, os Chefes de Estado e dos Governos reassumiram os compromissos dos países em reduzir para metade o número de pessoas com fome no mundo.
Para o responsável, o compromisso orienta para o apoio imediato à produção e ao comércio agrícola, no que concerne à introdução de políticas e medidas tendentes a ajudar os agricultores a incrementar a sua produção. Desta forma, segundo a orientação, os agricultores terão condições para se integrarem nos mercados locais, regionais e internacionais. Estes actores irão reforçar, assim, a gestão de risco sobre a segurança alimentar.
“Para o Governo de Angola, o cumprimento desta meta passa necessariamente pelo reforço das capacidades de produção e a sua adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, bem como pelo uso sustentável dos recursos naturais que o país possui”, disse Benjamim Castelo.
Segundo dados disponíveis, explicou, à semelhança de outros países no mundo, os preços dos principais alimentos no mercado nacional começam a demonstrar uma tendência altista, comparativamente aos anos anteriores, apesar de não se verificar ainda uma escassez de produtos alimentares. Entretanto, desde 2002 a situação de segurança alimentar no país tem vindo a melhorar, mas existem muitos agregados familiares, tanto nas zonas urbanas, como nas áreas rurais, que não adquiriram capacidade para garantir uma alimentação adequada.
De acordo com Benjamim Castelo, os últimos estudos realizados pelas agências das Nações Unidas indicam que muitos agregados vivem abaixo da linha da pobreza, fruto do fraco acesso ao mercado.
O director do Instituto Nacional de Cereais, realçou que os esforços nacionais deverão ser concentrados na redução da subida dos preços dos produtos alimentares, com o aumento da produção das principais culturas.
Fonte:JA
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