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Angola vai continuar a proteger a sua indústria, apoiar o sector privado e modernizar as infra-estruturas no sentido de acelerar o crescimento económico. Esta combinação de medidas, segundo o ministro da Indústria, Joaquim David na (na foto), deve ser complementada com a capacitação de quadros e a utilização das vantagens comparativas desta mesma indústria para diversificar a base produtiva.
Falando no debate geral na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (CNUCED XII), que decorre na República do Ghana, Joaquim David sublinhou que, fruto das medidas e reformas em curso no país, o sector transformador angolano atingiu, em 2006, a “surpreendente” taxa de crescimento de 44,7 por cento, superando a taxa verificada no sector extractivo.

Joaquim Davide
Os avanços registados no sector da indústria, é sinal de que os esforços do Governo já começam a surtir efeitos. O ministro apontou, como exemplo, o facto de o Produto Interno Bruto (PIB) ter crescido a taxas superiores a 10 por cento desde 2004. Naquele ano, o PIB cresceu 11 por cento, chegando aos 20,6 por cento no ano seguinte. Já em 2006, a taxa viria a cair para 18,6 por cento, para depois voltar a subir em 2007, tendo atingido os 20 por cento.
No mesmo período, a inflação conheceu a sua maior queda de sempre, tendo passado dos 31,02 por cento, em 2004, para os 11,78 por cento registado, em 2007.
Além destes sinais, no dizer do ministro, a economia real “já tem vindo a dar mostra de um certo dinamismo, com a recuperação substancial (em curso) de infra-estruturas nos domínios económico e social”.
Para o ministro, o crescimento económico rápido é um objectivo de cada País Menos Avançado (PMA) e o comércio pode constituir-se num factor importante nesse processo. “A fim de poder participar do comércio nas cadeias de valor internacionais, os PMA precisam reforçar as suas capacidades produtivas nacionais e a CNUCED, recorrendo-se do seu terceiro pilar, pode jogar um papel chave no desenvolvimento dessas capacidades produtivas”, disse o ministro, salientando que os PMA de África se têm esforçado para incrementar as exportações nos últimos cinco anos.
Esses ganhos, em alguns casos, provieram do sector mineral, nomeadamente o petróleo, recursos minerais e de alguns produtos de base. A industrialização destes produtos, que representam 85 por cento das receitas provenientes das exportações da África, segundo Joaquim David, criará riqueza na economia, empregos e garantia de um desenvolvimento sustentável com efeitos multiplicadores em muitos sectores.
No seu entender, a globalização consiste na remoção das barreiras ao livre comércio e numa maior integração das economias nacionais na economia mundial. Neste contexto, frisou, Angola acredita que só é possível caso o processo sirva efectivamente para favorecer todas as nações, incluindo as menos favorecidas, de forma justa e equilibrada e sem imposição de políticas ou de procedimentos aos países em desenvolvimento.
“Os países industrializados têm forçado as nações pobres a eliminar as barreiras comerciais, ao mesmo tempo que, com a criação de todo um conjunto de normas e medidas de política proteccionistas ao comércio, impedem a penetração nos seus mercados dos produtos provenientes dos países em desenvolvimento”, sublinhou.
Fonte:JA
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