|
Indústrias transformadoras nos mercados proporcionam emprego, Roque Santeiro e praça do Catintom |
|
|
|
Escrito por : Cfr. no fim da pág
|
|
31-Mai-2008 |
|
Pequenas indústrias transformadoras espalhadas pelos mercados de Luanda têm constituído suporte para o sustento de muitas famílias, além de proporcionarem o primeiro emprego para muitos jovens.
É o caso da ginguba moída e transformada em muamba e bastante comercializada principalmente no Norte do país. Em Luanda, estas microindústrias podem ser encontradas no interior de várias praças, como é o caso do «Roque Santeiro», Cantintó e outros mercados de esquinas.
Por exemplo, a senhora Mamã Mafuta possui uma pequena indústria no interior da praça do Catintó. A ginguba é adquirida a comerciantes provenientes das províncias de Malanje, Uíje, Lubango e Huambo.
Montado o negócio, estabeleceu o preço de venda da muamba: por cada cinquenta quilogramas de ginguba que compra no valor de 3 mil kwanzas, depois de transformado, obtém um lucro de 4 mil Kwanzas.
Chega a transformar diariamente cerca de 200 quilos de ginguba em muamba. Semanalmente, pode facturar mais de 30 mil Kwanzas resultantes da venda.
Para o sucesso do negócio, que pratica há mais de dois anos, a microempresa emprega seis jovens envolvidos directamente no processo de transformação e distribuição para alguns clientes que comercializam a muamba de ginguba em pequenas unidades. Para o arranque do negócio, investiu 70 mil Kwanzas. Deste valor, parte foi investido para a compra do material como fritadeiras grandes e uma máquina manual que serve para triturar a ginguba.
Passados mais de dois anos de trabalho, Mamã Mafuta conta que os lucros conseguidos já lhe permitiram inclusive comprar um terreno.
Cada empregado seu recebe mensalmente 8 mil kwanzas. Orlando Pinho trabalha na microempresa há oito meses. Oriundo de Benguela, reúne anualmente os valores que arrecada e leva-os para a sua terra de origem. Já Amélia Fátima tem os lucros mais altos. A sua pequena empresa chega a facturar 100 mil kwanzas por mês. A empresa dispõe de três pequenas máquinas manuais que servem para transformação da ginguba. Chega a triturar diariamente 250 quilogramas.
Na pequena microempresa, estão empregues seis jovens. Cada empregado recebe mensalmente um ordenado de 10 mil Kwanzas. Refere que para o arranque do negócio investiu mais de 90 mil Kwanzas.
Contrariamente à primeira, a segunda adquire a ginguba nos armazéns. No mercado do Cantintó, as pequenas empresas transformadoras estão distribuídas em três naves, feitas de chapas de zinco, onde podem ser contabilizadas mais de uma dezena. No mercado Roque Santeiro, várias pessoas envolvidas nesta actividade industrial estão completamente empolgadas. Uns transpiram à volta das fogueiras e outras das cascas de ginguba.
Feliciana Delfim está neste negócio há mais de seis anos. A pequena indústria permite-lhe arrecadar diariamente 50 mil kwanzas. Montou no interior do mercado três pequenas indústrias, onde seis jovens encontram o seu primeiro emprego.
Cada um recebe no final de cada mês um valor de 12 mil kwanzas. Desta forma o negócio é considerado por Feliciana Delfim como “rentável”. Os jovens que se encontram neste emprego, mostram-se satisfeitos com o crescimento do negócio.
Fonte:JA
|