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Os investimentos de empresas chinesas em Angola passaram de USD 11 milhões, em 2006, para 37 milhões de dólares norte-americanos em 2007, correspondendo a um aumento de 252 porcento, revelou, em Luanda, o presidente da Agência Nacional Para o Investimento Privado (Anip), Carlos Fernandes.
Em declarações quinta-feira à imprensa, à margem da 4ª conferencia realizada sob tema “A China: Um parceiro precioso, ainda que polémico e misterioso”, numa promoção do Centro de Estudos Estratégicos de Angola (CEEA), Carlos Fernandes disse que o número de empresas privadas chinesas, em território angolano, cresceu 93% de 2006 a 2007, correspondendo a 31 companhias.
Segundo o gestor da Anip, tanto nas empreitadas públicas, tanto no sector privado, a cooperação entre Angola e China tem estado a crescer de “forma razoável”, e este facto é importante para o mercado angolano, na medida em que, se esse crescimento se mantém, é sinal evidente de que as condições contratuais com o país asiático são extremamente competitivas relativamente aos outros países e empresas.
De acordo com o presidente, o financiamento chinês que é disponibilizado para execução de obras ligadas à reconstrução de infra-estruturas.
“Agora o que está acontecer é que parte das empresas chinesas que terminam as empreitadas acabam por fixar-se no país, porque Angola tem um ambiente para o investimento extremamente favorável, consubstanciado na estabilidade política, social, macroeconómica e nas perspectivas de crescimento económico”, disse, para quem é natural que estas empresas manifestem o interesse em trabalhar no mercado angolano.
Numa altura em que as autoridades angolanas precisavam de recursos financeiros da comunidade internacional, notou Carlos Fernandes, a China procurou cooperar com Angola de modo inteligente, porque enquanto os outros países exigiam pré-condições que limitavam o desenvolvimento de Angola, e dos países do terceiro mundo em geral, o país asiático sempre compreendeu que não tinha o direito de impor quaisquer condição para disponibilizar financiamentos.
Para o presidente da Anip, Angola conseguiu, através desta relação com a China, criar condições mínimas para poder relançar a reconstrução das suas infra-estruturas, destruídas pela guerra.
Independentemente de qualquer problema que possa vir a existir durante a vigência desta parceria com a China, frisou, os resultados desta cooperação estão a vista, e constitui um exemplo de que os países são soberanos e não têm quaisquer direitos de impor condições aos outros.
Fonte:Angop
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