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Mais de nove mil milhões de kwanzas têm sido levantados, em média, por mês nos diversos caixas automáticos instalados em todo o território nacional, conforme revelou ontem, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da EMIS (Empresa Interbancária de Serviços), Pedro Puna.
Os levantamentos a partir dos ATM - como se chamam tecnicamente os caixas automáticos -, segundo o responsável, é já considerável. Aliás, salientou, actualmente o volume de transacções nos caixas tem registado um grande aumento.
A confirmar isso, o PCA da EMIS disse, por exemplo, que em Junho de 2007 houve um milhão, 328 mil e 276 transacções, quando, no mesmo período deste ano, as estatísticas apontam para 2 milhões, 388 mil e 796, sendo os levantamentos os mais solicitados.
A par dos levantamentos de dinheiro, a rede Multicaixa dispõe de outros produtos que são igualmente muito solicitados pelos usuários. As consultas de saldo, de movimento e de IBAN e as recargas de telemóveis são só algumas destas transacções.
Entretanto, mais serviços estão disponíveis, muitos dos quais desconhecidos pelos utentes dos cartões, como os pagamentos de bens e serviços, transferências bancárias, pedidos de livro de cheques, segunda via do talão e a alteração do código secreto (PIN). Embora pouco publicitado, a EMIS acredita que a adesão à rede Multicaixa poderá observar um crescimento mais notável no mercado angolano, nos próximos tempos, tendo em conta as descobertas que as pessoas vão fazendo das vantagens em usar os cartões. Nesta altura, já um milhão e quatrocentos mil cartões existem no país, do qual cerca de oitocentos mil são movimentados mensalmente.
Entretanto, como referiu, por outro lado, Maria do Carmo, do Conselho de Direcção da EMIS, os serviços da rede Multicaixa, além de reduzirem o tempo de espera nas filas dos balcões, estão disponíveis 24 horas ao dia, diminuem as deslocações ao banco para efectuar depósitos, roubos e desvios, assim como garantem maior eficiência na contabilidade. Mas a bancária ressaltou que as vantagens não são só para os clientes, mas também para os bancos. Estes podem depositar dinheiro no banco central sem intervenção de recursos humanos, evita-se a aglomeração de gente nos balcões e ganha-se dinheiro com as comissões.
No final da sua exposição, Maria do Carmo deixou algumas recomendações para os funcionários bancários. Segundo ela, que dissertava sobre o “subsistema de pagamento Multicaixa” num encontro que visou saudar o sétimo aniversário da EMIS, é necessário que a separação de cartões e PIN seja feita alternadamente, devendo ser guardados separadamente, no acto da sua entrega ao cliente. Deve ainda ser exigida ao cliente a apresentação de um documento de identificação original. Após a entrega do cartão, chama a atenção aos bancários, é recomendável que se faça o acompanhamento do cliente ao ATM para um breve esclarecimento sobre a sua utilização e activação.
A par disso, Maria do Carmo diz ser necessário que se discipline a emissão de cartões não personalizados, assim como os bancos devem fazer os carregamentos dos caixas automáticos e fechos diários, acompanhando o parque de ATM e TPA (Terminal de Pagamento Automático). O subsistema de pagamento Multicaixa compreende as operações de pagamento processadas através de cartões electrónicos válidos na rede Multicaixa. O cartão de débito (que pode ser personalizado e não personalizado), de crédito e pré-pago são os tipos de cartões bancários existentes. JA - AUGUSTO CUTETA ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||| Para mais informações, dúvidas ou sugestões entre na sala de debates FÓRUM ANGOLAXYAMI http://forum.angolaxyami.com |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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