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Mais de 550 expositores lotam Feira Internacional de Luanda, pr Matos Cardoso |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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23-Jun-2008 |
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O espaço da Feira Internacional de Luanda (FIL) encontra-se esgotado, numa altura em que a organização inscreveu mais de 550 empresas nacionais e estrangeiras, que vão expor os seus produtos na próxima edição do maior evento económico do país.
Segundo o presidente da FIL, Matos Cardoso, o certame, que decorre entre os dias 15 e 20 de Julho próximo, suplanta de longe as edições anteriores, a julgar pela seriedade com que está a ser preparado. A organização vai investir 1,5 milhão de dólares na reabilitação de infra-estruturas básicas, como água, luz e climatização, enquanto as empresas expositoras procuram levar o melhor da sua produção ao evento que serve de barómetro do mercado e de espaço de competitividade e de parcerias.
Matos Cardoso, que falava ontem nos últimos momentos da Feira Internacional de Minas, não tem dúvidas de que o evento de Julho venha a ser dos melhores de Angola pacificada, uma vez que as empresas no país revelam maior maturidade, imprimindo mais eficiência nos seus serviços.
Entretanto, o responsável da FIL manifestou-se preocupado com a ausência de empresas mineiras não diamantíferas na feira que terminou ontem. Para ele, a situação deve ser revertida com políticas de incentivos, no sentido de que o país não se confine apenas na produção de diamante. A produção de minérios como ferro e ouro podem, na óptica de Matos Cardoso, contribuir para a diversificação das fontes do Produto Interno Bruto (PIB).
Aliás, o preço de ferro e de outras matérias-primas tem registado aumento significativo, o que para o presidente do Conselho de Administração da Ferrangol, Pedro Azevedo Diamantino, representa benefício para o mercado angolano que está em crescimento.
Na base do aumento do preço do ferro, estão os custos de transportação, a conservação e o estado do mercado em si. As reservas de ferro a nível mundial estão estimadas em 800 mil milhões de toneladas métricas, das quais o Brasil possui , provavelmente, 60 mil milhões.
Contudo, Matos Cardoso considerou a última edição da FIMA, que terminou ontem, um sucesso, na medida em que atingiu os objectivos preconizados pela organização: radiografar o sector mineiro no mercado nacional e tomarem-se novas providências no sector.
A satisfação é generalizada nos dois pavilhões da feira. Os expositores fazem contas e previsões promissores. Tal é o caso da Mirian Cardoso, do projecto diamantífero do Kwango, que considerou o evento uma oportunidade ímpar para a empresa.
Com cinco anos de existência e pela primeira vez na feira, a empresa conseguiu estabelecer contactos com fornecedores de equipamento e energia solar para os próximos anos.
O projecto diamantífero do Kwango emprega 800 pessoas (90% mão de pessoa local), produzindo anualmente 400 mil quilates.
Fonte:Jornal de Angola
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