Uma nova fábrica de cimento, com capacidade de produzir um milhão e 400 mil toneladas por ano, está a ser erguida na província do Kwanza-Sul. A primeira pedra do empreendimento que estará concluído em 2011, foi já lançada ontem pelo ministro da Indústria, Joaquim David.
A cargo de uma empresa dos Emiratos Árabes Unidos, a obra vai custar aos cofres do Estado 500 milhões de dólares e será fiscalizada por uma companhia de direito angolano e integrada igualmente por portugueses e namibianos.
No acto de lançamento da fábrica, estiveram o ministro de Energia e Águas, Botelho de Vasconcelos, e os vices da Geologia e Minas, Makenda Ambrósio, e da Indústria, Abrãao Gourgel.
A par da do Kwanza Sul, outra fábrica surge na cidade do Lobito com capacidade para produzir uma média anual de 240 mil toneladas.
Orçada em 131 milhões de dólares, o surgimento da nova fábrica insere-se no quadro da política do Governo angolano que visa à regularização do fornecimento dos principais materiais de construção. O projecto irá absorver cerca de 700 trabalhadores.
A Sécil Lobito, detentora do projecto, dispõe já de uma fábrica de cimento situada no município do Lobito (Benguela), cujo volume de produção é de 240 mil toneladas de cimento ano. Esta cifra tem sido insuficiente para atender à demanda, segundo Abel Fernandes. A Sécil Lobito garante o fornecimento de cimento às províncias do Namibe, Huíla e Cunene.
De acordo com o programa, serão introduzidas no mercado 4, 5 milhões de toneladas de cimento. Parte desta, provirá da produção da Nova Cimangola que vai contribuir com 1 milhão 250 mil toneladas e a Sécil Lobito com 250 mil toneladas. Os restantes 2,5 milhões de toneladas serão importados do exterior, cabendo à Nova Cimangola 2 milhões de toneladas, e à Sécil Lobito 500 mil toneladas.
A estratégia resulta de um plano do Governo que visa garantir um fornecimento permanente e regular do produto, numa altura em que cresce o número de construções em função do processo de reconstrução Nacional.
Por outro lado, o Governo vai aplicar 200 milhões de dólares na aquisição de equipamentos para a montagem de fábricas de materiais de construção para apoiar a reconstrução nacional.
Fonte:Jornal de Angola
|