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Produção de biocombustíveis em Angola vai gerar um milhão de novos empregos, ministro Sita José |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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07-Jun-2008 |
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A produção de biocombustíveis vai gerar um milhão de empregos, no país, a julgar pela existência de terras potencialmente aráveis para o cultivo de plantas destinadas à nova fonte energética do mundo.
A afirmação foi feita pelo ministro do Ambiente e Urbanismo, Sita José, quando falava durante o encerramento do seminário sobre a alteração climática decorrida na cidade do Huambo.
Para Sita José, o país reúne condições favoráveis para desenvolver a agricultura e a indústria transformadora e tornar-se num grande produtor e exportador de alimentos.
Quanto ao programa de combate ao carbono, o ministro anunciou a plantação de cerca de 500 mil árvores em todo o país para servirem desumidouros da camada de carbono que ameaça o planeta.
O ministro enalteceu os esforços do Governo da Província do Huambo, que está a trabalhar no sentido de tornar o Huambo a capital ecológica de Angola, entrando assim na luta ao combate da camada de carbono.
Durante dois dias, a cidade do Huambo foi a capital ambiental do país ao albergar as jornadas nacionais alusivas ao Dia Internacional do Ambiente assinalado na quinta-feira.
Os biocombustíveis são fontes de energias renováveis, derivados de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica.
Em alguns casos, os biocombustíveis podem ser usados tanto isolados, como adicionados aos combustíveis convencionais. Como exemplos, podemos citar o biodiesel, o etanol, o metanol, o metano e o carvão vegetal.
No que tange ao biodiesel, apenas recentemente esse biocombustível entrou na agenda do governo brasileiro. Apesar da primeira patente do biodiesel no mundo ter sido registada em 1980, por um professor da Universidade Federal do Ceará, somente em Dezembro de 2004 é que foi lançado, oficialmente, pelo governo brasileiro o Programa Nacional de Produção e uso do biodiesel traz uma série de benefícios associados à redução dos gases de efeito estufa, e de outros poluentes atmosféricos, tais como o enxofre, além da redução do consumo de combustíveis fósseis.
Porém, no processo de fabricação, uma série de resíduos e subprodutos industriais é gerada, os quais podem, quando adequadamente geridos, contribuir para a viabilidade económica da produção de biodiesel. Esses resíduos de natureza líquida e sólida possuem potencial para uso na indústria de alimentos e para a nutrição animal, bem como na indústria químico-farmacêutica, mas há uma grande carência de estudos de análises de viabilidade técnica e financeira, que possam apontar as melhores alternativas de custo-benefício para o processamento e tratamento desses resíduos, os quais podem agregar valor e reduzir os custos de produção de biodiesel, com o aproveitamento e venda destes produtos e seus derivados.
Fonte:JA
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