|
Produção de diamantes ultrapassa 10 milhões de kilates, Endiama |
|
|
|
Escrito por : Cfr. no fim da pág
|
|
31-Mai-2008 |
A produção de diamantes no país poderá este ano ultrapassar os 10 milhões de kilates e dar receitas acima de 1,4 biliões de dólares ao Estado, contra os 9,7 milhões de kilates e 1,3 biliões de dólares produzidos o ano transacto.
O anúncio foi feito quarta-feira, na cidade japonesa de Yokhohama, pelo administrador de Planeamento Estratégico e Investimentos da Empresa Nacional de Diamantes (ENDIAMA), Tiago Dias.
Em declarações à imprensa angolana, que cobre a IV Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD IV), Tiago Dias disse que a sua missão no Japão tem, sobretudo, o objectivo de cativar o empresariado japonês a investir no sector diamantífero angolano, sobretudo ao nível das novas tecnologias de exploração de diamantes.
A ENDIANA abriu uma exposição, no stand de Angola em Yokohama, ilustrando uma série de produtos do sector. A feira está montada num dos pavilhões anexos ao local onde decorre a Conferência África/Japão.
“Esperamos que a nossa presença nesta feira possa incentivar parcerias no futuro com o Japão” afirmou Tiago Dias, que disse reconhecer no Japão um consumidor por excelência de diamantes.
A Komatsu e Hitachi, duas empresas japonesas com grandes tradições na construção de equipamentos muito utilizados na indústria diamantífera e no processo de desminagem, respectivamente, poderão estabelecer nos próximos tempos contratos para o fornecimento dos referidos equipamentos ao país.
A aquisição dos referidos equipamentos, segundo o responsável da Endiama, justifica-se pelo facto de estar em curso o processo de desminagem, de reconstrução de infra-estruturas, e também por haver perspectivas da actividade de prospecção e exploração diamantífera no país poder ser desenvolvida um pouco por todo o território nacional.
Tiago Dias disse que só o facto de Angola ser um país rico em diamantes e ocupar o 3º lugar na produção de diamantes a nível do continente, depois da África do Sul e Botswana, serve de garantia para que os empresários japoneses e não só venham ao país investir no sector.
“Num país virgem como é Angola temos necessidade de parceiros estrangeiros com capacidade, sobretudo financeira e técnica, para nos ajudarem a explorar os vastos campos de ocorrências diamantíferas”, afirmou Tiago Dias.
Sublinhou que contrariamente a outros países africanos concorrentes na exploração de diamantes (África do Sul e Botswana), Angola leva vantagem porque para além de se dedicar à exploração de kimberlitos (diamantes de pequenas dimensões utilizado para fins industriais), também detém a exploração dos diamantes jóia, bastante procurados por países ricos para satisfazer a demanda das celebridades.
Fonte:Jornal de Angola
|