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O ministro angolano dos Transportes, André Luís Brandão, considerou hoje, terça-feira, fundamental a reabertura do corredor ferroviário do Lobito, através da reabilitação dos Caminhos-de-ferro de Benguela (CFB), porquanto contribuirá no desenvolvimento da economia do país, em particular, e da África Austral, em geral.
O governante falava à jornalistas, à margem da digressão que o Presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, efectua de terça à quarta-feira, à província de Benguela, no âmbito da sua visita oficial ao país, à convite do seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos.
André Luís Brandão disse que a reposição daquela infra-estrutura básica constitui actualmente um dos projectos mais importantes da África Austral.
O ministro adiantou ainda que a Zâmbia é um dos países interessado na reabilitação dos Caminhos-de-ferro de Benguela, por facilitar o seu acesso à zona marítima.
Neste momento, referiu Luís Brandão, devido a falta de funcionamento do CFB, a Zâmbia tem passado por vicissitudes indo para o oceano Indico, enquanto pode ter uma via directa para o Atlântico.
Questionado acerca da conclusão das obras, previstas para 2010, o ministro garantiu que espera-se do empreiteiro o cumprimento dos prazos acordados.
Segundo avançou, agora o maior esforço do governo é de facto acompanhar para que as obras sejam feitas com qualidade e que tenham o seu prazo cumprido, para poder atender a grande necessidade da demanda do país e também da região.
Durante a sua estada na província, o estadista zambiano, que se faz acompanhar do ministro angolano da Defesa, Kundi Paihama, visitará quarta-feira o Porto de Lobito e o estaleiro dos Caminhos-de-ferro de Benguela, devendo ainda manter um encontro com o governador provincial, Dumilde Rangel.
De regresso a Luanda, quarta-feira à tarde, receberá cumprimentos de cortesia do presidente da Assembleia Nacional, Roberto Victor de Almeida, e do primeiro-ministro, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Levy Mwanawassa é o actual líder da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), organismo integrado, para além de Angola e da Zâmbia, pela África do Sul, Botswana, Lesotho, Malawi, Swazilândia, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Ilhas Maurícias, Madagáscar, República Democrática do Congo e o Zimbabwé.
A Zâmbia partilha mil e 110 quilómetros de fronteira terrestre e fluvial com Angola, através dos municípios do Alto-Zambeze e Bundas (Moxico) e de Mavinga (Kuando Kubango).
F: Angop
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