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O director provincial da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Venceslau de Matos, considerou hoje, quarta-feira, em Luanda, necessário que os funcionários sejam mais flexíveis na resolução de problemas laborais, por formas a serem evitadas rupturas de contratos como tem acontecido.
Venceslau de Matos fez este apelo durante a abertura do Ciclo de Palestras sobre “Negociação Colectiva e Diálogo Social”, cujo objectivo é a promoção do diálogo social, prevenção de conflitos, democracia no trabalho e a melhoria das condições económicas, sociais e laborais. De acordo com o director, socorrendo-se a algumas realidades constatadas em algumas empresas onde os funcionários se recusam a proposta salarial do empregador, chegando a greve, tal acontece por falta de diálogo permanente e fraterno entre ambos, aconselhando os gestores a cultivarem a cultura de esclarecimentos pontuais constantes.
“É necessário haver negociação colectiva na base do diálogo, com vista a serem evitados problemas graves como despedimentos ou greves indesejadas”, enfatizou o director, chamando atenção para a necessidade da existência do gabinete de recursos humanos em todas as empresas, capaz resolver possíveis conflitos de trabalho.
O Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, disse, tem estado a promover seminários onde tem apelado o bom senso dos empregadores, no sentido de promoverem a auto-estima dos seus funcionários, evitando salários muito baixos.
O ciclo de palestras aberto hoje, no município do Sambizanga, é uma promoção do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS) e será realizado em todos os municípios sob o lema “A Pertinência do Clima de Paz Social”.
Durante a palestra foram abordados temas como “Processo Negocial”, “Efeitos dos Acordos Colectivos de Trabalho” e “Conflitos de Trabalho”, com vista a melhor esclarecimento sobre os conflitos nos locais de trabalho.
Participaram do evento, responsáveis de estabelecimentos comerciais no município do Sambizanga, directores, gestores de recursos humanos e representantes de trabalhadores das empresas da circunscrição.
Angop
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