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A proposta de resolução que aprova o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao acordo ortográfico, hoje em debate no Parlamento, deverá ser aprovada, de acordo com as intervenções dos diferentes grupos parlamentares.
O PS, através da deputada Teresa Portugal, centrou o debate no protocolo ratificativo, salientando que não está em causa a matéria do Acordo Ortográfico, já ratificado por Portugal. O PS deverá votar favoravelmente esta resolução, tendo em conta "a questão política da geoestratégia da língua portuguesa", disse. "O português é a única das quatro línguas de relações internacionais que não têm um código ortográfico comum", adiantou a deputada socialista. O PSD irá votar favoravelmente apesar de algumas vozes divergentes na bancada, como assinalou o líder parlamentar, Pedro Santana Lopes. Rui Gomes da Silva, também do PSD, afirmou que o acordo é importante na "salvaguarda de um património" e por "facilitar as relações entre os países lusófonos". O PCP irá abster-se, porque, como afirmou o deputado João Oliveira, esta resolução "não pode ser desligada do conteúdo material do acordo ortográfico". O deptuado alertou que a resolução não se pode "alhear dos efeitos que o acordo produzirá". O Bloco de Esquerda deverá também votar favoravelmente. De acordo com o deputado Luís Fazenda, em questão está apenas a uniformização da grafia, o que considerou "positivo", e não a sintaxe ou o vocabulário. O CDS/PP deu liberdade de voto à bancada, tendo Mota Soares dado voz ao sim à resolução, defendendo que "a soberania portuguesa não é dona da língua portuguesa" enquanto que Nuno Melo afirmou que "a língua não se negoceia como o petróleo". Este deputado aproveitou para referir que a Venezuela pediu apoio para o ensino de português "e a resposta que teve do Governo português foi que não há recursos". Na apresentação da resolução, o ministro da Cultura, JOsé António Pinto Ribeiro, defendeu "a unificação da grafia do português, já que há tendências para se aprofundarem as diferenças". Disse ainda que o novo Acordo irá "facilitar o uso do português por pessoas de graus de erudição diversos". NL.
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