O país formou apenas 107 engenheiros civis, desde 1964 até à data de hoje. Este dado foi revelado ontem, em Luanda, pelo reitor da Universidade Agostinho Neto (UAN), João Teta, na abertura do 2º seminário de avaliação interna da instituição.
Segundo João Teta, este número, que é claramente reduzida, representa um problema sério para o país. Para ele, o número de engenheiros civis formados até agora pela UAN se for comparado a outros quadros, como os licenciados em física, química, matemática, electrotecnia ou geologia, por exemplo, notamos que há uma grande diferença.
“Notamos que precisamos de formar muitos mais engenheiros civis”, realçou o reitor da UAN. Ele informou, a propósito, que a Universidade Agostinho Neto está a avaliar neste momento o seu desempenho, para apurar, com propriedade, as virtudes e os constrangimentos, tendo em conta a preparação do plano geral de desenvolvimento até ao ano 2025.
O reitor da UAN, João Teta, deu a conhecer que a nível das faculdades de Engenharia e de Ciências a avaliação está a ser feita com apoio de três docentes da Universidade Técnica de Lisboa (IST), que, desde ontem, coordenam e orientam o trabalho, em estreita ligação com docentes das respectivas faculdades.
Entretanto, com a realização deste seminário sobre a avaliação interna, a UAN pretende ainda dar continuidade ao processo de criação, em cada uma das suas unidades orgânicas, de comissões técnicas de apoio ao escalão organizacional mais baixo.
João Teta esclareceu, no entanto, que tudo está a ser feito no âmbito das reformas em curso na instituição. A faculdade de Medicina, segundo o interlocutor, foi a que mais subsídios deu a este processo.
Fonte:Jornal de Angola
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