|
Comunidade de estaudantes angolanos no Brasil enfrenta dificuldades |
|
|
|
Escrito por : Cfr. no fim da pág
|
|
24-Jun-2008 |
O preço dos alimentos, arrendamento, propinas, água, telefone, energia e outros subiram assustadoramente com a descida constante do dólar. Hoje a permanência dos estudantes no Brasil está sob risco.
Segundo Vanda dos Santos, angolana residente no Brasil há cerca de quatro anos, a vida no Brasil nunca esteve tão difícil como agora.
“Estou aqui a estudar há quatro anos e o custo de vida nunca esteve tão difícil como agora, por exemplo só na alimentação, anteriormente gastava menos de cem dólares por mês, porque vivíamos quatro pessoas, hoje esse dinheiro já não tem sido suficiente. Temos gasto duzentos e cinquenta dólares”, contou.
Acrescentou que o tal dinheiro não tem sido suficiente para acabar o mês. “O nosso dinheiro vem de Angola e em dólar, normalmente recebemos no dia 10 de cada mês, por isso com essa crise do dólar as vezes nos últimos dias nos matemos com arroz e feijão, mas vezes há que nem isso temos”, frisou.
Disse que outrora cem dólares custavam quase trezentos reais, mas hoje está a cem e cinquenta, metade do preço.
“O preço do arrendamento aumentou assustadoramente. Pagávamos por um apartamento de dois quartos, cozinha, quarto de banho e varanda, aproximadamente duzentos, hoje, com a descida do dólar, a renda do mesmo apartamento fica quase quatrocentos dólares”, informou Joana Diogo outra estudante.
A mesma situação verificou-se no custo da água, energia, telefone entre outros. “Para pagar a água gastávamos o aproximadamente vinte dólares por mês. Agora gastamos quase quarenta e o mesmo acontece com as contas de energia, telefone e outras. Assim já não dá para viver”, reclamou o angolano Joaquim Felizardo.
Disse em seguida que mais o preocupa é o aumento das propinas na faculdade. Estou na Universidade Metodista e sempre paguei de propinas trezentos reais, que outrora equivalia a cento e cinquenta dólares. Hoje pago quatrocentos reais. Por causa desse aumento, estou em divida e não consigo obter as matérias, nem efectuar nenhuma outra operação sobre a minha vida estudantil”, lamentou.
Para Yuri da Silva, na mesma situação, o problema maior é a falta de oportunidade de empregos para estrangeiros. “Por isso somos obrigados a esperar somente o dinheiro que os nossos país nos mandam de Angola”.
No meio de tanta dificuldade, alguns estudantes angolanos trabalham como guias de “muambeiras” (comerciantes de roupa), para poderem pagar parte das contas que os pais não conseguem.
Fonte:Angolense
|