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Luanda: Salas de aulas cedidas por parceiros sociais dão 240 mil novas vagas no ensino |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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02-Out-2008 |
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O próximo ano lectivo vai arrancar em Luanda com mais 2. 400 salas de aula, que vão permitir a integração de 240.000 crianças no sistema de ensino. O director provincial da Educação, André Soma, informou que as salas foram cedidas por parceiros sociais.
O recurso a instalações de parceiros sociais enquadra-se no esforço do Governo que visa aumentar o número de vagas no ensino primário, na capital.
Os encarregados de educação dos alunos destas novas escolas devem comparticipar nas despesas relativas ao ensino com um valor mensal de 1.400 kwanzas.
André Soma referiu que neste processo o Estado vai gastar por mês 240 milhões de kwanzas, com os salários dos 4. 930 professores, a serem admitidos por concurso público. Os candidatos devem ter a 12ª classe do Instituto Médio de Educação (IME).
As novas salas foram cedidas ao Ministério da Educação, depois de a direcção provincial ter feito um apelo a todas as instituições que possuem infra-estruturas adaptáveis ao ensino, para colocá-las à disposição do Governo.
No âmbito deste processo, o Ministério da Educação entrega o equipamento e o material escolares. Com a abertura destas salas, deixará de haver três turnos (manhã, tarde e noite), aumentando-se a cobertura no ensino para 80 por cento. "Outro objectivo da abertura das salas comparticipadas é diminuir o número de crianças por turmas. Em Luanda, ainda existem salas com 50 ou 55 alunos, quando o normal deveria ser apenas 35", explicou.
Questionado sobre o número exacto de crianças fora do sistema de ensino, André Soma adiantou que não existem ainda dados reais, mas assegurou que não ultrapassam as 100 mil crianças. Como requisitos para a abertura destas salas, os parceiros devem dispor de um espaço de 35 metros quadrados, com capacidade de, no mínimo, cinco salas, duas casas de banho e um pátio para a actividade física.
De modo a conferir qualidade ao ensino nas novas unidades, os professores e os directores pedagógicos serão indicados pela direcção de educação, entidade responsável também pelo pagamento dos salários.
FNT/Jornal de Angola
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