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Reforma educativa atinge mais de 80 porcento dos estudantes, Pinda Simão |
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Escrito por Director
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12-Mai-2008 |
Mais de 80 por cento dos efectivos escolares no país já estão inseridos no sistema de reforma educativa iniciada em 2004, com o objectivo de tornar o sistema de ensino mais eficaz e com um perfil que corresponda as aspirações de desenvolvimento do país, disse hoje em Luanda, o vice-ministro da Educação, Pinda Simão (na foto).
Falando à Angop à margem do encontro que manteve com a comunidade católica francófona na capital, o vice-ministro para a Reforma Educativa disse que com a introdução da sexta classe neste processo em 2009 o Ministério da Educação fará a cobertura total do ensino primário e secundário.
" Penso que com essa cobertura, até 2011 não haverá mais sistema de ensino antigo", salientou o responsável.
Relativamente às infra-estruturas para o ensino secundário (médio) Pinda Simão esclareceu que além das acções desenvolvidas pelos governos locais, o Ministério da Educação no âmbito da cooperação com a China está a construir 53 escolas, das quais 35 técnicas profissionais em todo o país.
"Como sabem, a malha de implantação de escolas estava situada nas grandes cidades, agora com esta nova intervenção a perspectiva é servir o interior do país, onde muitas províncias não tinham nenhum instituto médio do ramo técnico profissional, entre as quais a Lunda Sul, Kuando Kubango e Zaire".
Segundo o vice-ministro, para às províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Huambo, tendo em conta a maior procura, o ministério reforçou significativamente o leque de escolas do ensino secundário técnico.
Esse esforço, esclareceu tem como objectivo reduzir o índice de jovens sem oportunidade de ingressar neste nível de ensino, garantir oportunidades iguais a todos e assegurar a justiça social.
Ainda sobre o tema "a educação e o desenvolvimento em Angola", Pinda Simão falou igualmente dos avanços em termos de crescimento de número de alunos, expansão da rede escolar, adequação dos cursos às necessidades de cada região, aposta no ensino técnico profissional, bem como da melhoria da qualidade de ensino.
As inquietações dos participantes prenderam-se essencialmente sobre o reconhecimento do sistema educativo pela Unesco, implementação de projectos sobre educação, políticas para erradicar o fenómeno de crianças fora do sistema de ensino e os mecanismos do Estado para atracção dos quadros angolanos na diáspora.
Fonte:Angop
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