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O docente do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), afecto ao Centro Universitário do Uíge, Júlio Lufundisso, defendeu, hoje (quinta-feira), nesta cidade, a necessidade dos habitantes da província preservarem os usos e costumes, por forma a manter viva a cultura da região. O docente universitário deixou este posicionamento durante uma mesa redonda subordinada ao tema "Usos e costumes da população do Uíge", dirigida às autoridades tradicionais, religiosas e estudantes, no quadro das comemorações dos 91 anos da fundação da cidade do Uíge, que se assinala a sete do corrente.
Júlio Lufundisso reconheceu que muitos traços culturais da região estão a perder-se a cada dia que passa, fruto da aculturação das telenovelas e a Internet, tendo apontado entre outros hábitos, o vestuário, a alimentação, a convivência social, como os mais frequentes
"Os usos e costumes inseparavelmente fazem parte dos traços culturais de qualquer população. Basta vermos os nossos amigos que vieram em Angola para nos ajudarem na reconstrução nacional. Os chineses estão cá mistos connosco, mas a tradição e a cultura deles não fica a parte", lembrou o académico.
Por outro lado, pediu às instituições de ensino e às igrejas sediadas na região, a trabalharem cada vez mais em acções que visam o seu resgate, de modo que ela não possa desaparecer.
No quadro das celebrações dos 91 anos de existência da cidade do Uíge, estão agendadas actividades desportivas, palestras, inaugurações de empreendimentos sociais, visitas a locais de interesse histórico e uma maratona musical.
Com uma população estimada em mais de 61 mil habitantes, na sua maioria camponesa, o município do Uíge, sede capital da província com o mesmo nome, é potencialmente agrícola e dedica-se ao cultivo de amendoim, feijão, mandioca, café e batata-doce. Angop
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