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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

FACTOR ÉTNICO é grande diferença entre Angola e a maioria dos países africanos Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
22-Ago-2008

ANGOLA: A diferença entre Angola e a maioria dos outros países africanos é o factor étnicoA grande diferença entre Angola e a maioria dos outros países do continente tem a ver com o peso do factor étnico: no nosso país, esse peso é muito menor do que aquele que predomina nos demais países.

João Melo *

 
Dois académicos angolanos, Mário Pinto de Andrade e David Boio, realizaram um inquérito junto dos estudantes universitários locais designado “Estudo sobre Identidade Nacional e Cultural – Pensamento dos Estudantes Universitários”, cujas conclusões, recentemente divulgadas, são extremamente significativas.

As mesmas demonstram aquilo que muitos angolanos, dos cidadãos comuns aos intelectuais, passando por vários dirigentes políticos, costumam afirmar, mas que alguns insistem em ignorar: Angola é um país diferenciado em África.

A grande diferença entre Angola e a maioria dos outros países do continente tem a ver com o peso do factor étnico: no nosso país, esse peso é muito menor do que aquele que predomina nos demais países.

Esse facto objectivo é confirmado pela “hierarquia identitária” observada nas respostas dos inquiridos: os jovens universitários angolanos identificam-se como angolanos, africanos e cidadãos do mundo, por essa ordem. Só depois disso aparece a identidade com base na etnia. Um dado “estranho”, à primeira vista, mas que, por isso mesmo, é altamente sintomático, é que, entre os estudantes originários do interior do país, ser “cidadão do mundo” surge antes de ser “africano”.

Em termos de línguas, o português é de longe reconhecido como o idioma que melhor representa o país, tanto em Luanda como nas restantes províncias. O kimbundu e o umbundu aparecem depois, consoante a origem geográfica dos inquiridos.
O hino e bandeira (que muitos insistem em considerar demasiado “colados” ao MPLA, o partido no poder) são os símbolos com que os inquiridos mais se identificam, a nível nacional.

A religião predominante, segundo o estudo, é o catolicismo. As crenças tradicionalistas (por exemplo, a kanda e a umbanda) praticamente não foram declaradas.

Enfim, os cinco escritores que, de acordo com os estudantes universitários locais, melhor expressam a identidade angolana são os seguintes: Agostinho Neto, Pepetela, Uanhenga Xitu, Luandino Vieira e Alda Lara. Para quem gosta de analisar África sob o estafado prisma da cor da pele, dois desses escritores são pretos, dois brancos e um, mestiço.

Estes alguns dos resultados mais importantes do “Estudo sobre Identidade Nacional e Cultural – Pensamento dos Estudantes Universitários”, acabado de divulgar em Angola.
Os mesmos lançam por terra as teses de certos cientistas sociais vinculados à corrente tradicionalista local, como, só para dar um exemplo, a afirmação de que a antropologia e as línguas de origem africana é que definem a angolanidade.

Num país pluri-racial e pluri-linguístico como Angola, essa tese é, para dizer o mínimo, cientificamente equivocada. Do ponto de vista político, pode mesmo tornar-se perigosa.
A verdade é que as imagens e percepções dos estudantes universitários angolanos – as futuras elites do país – atestam uma tese que já defendi em público: Angola é um país de origem afro-euopeia, cuja matriz bantu é fundamental, mas não exclusiva (logo, não pode ser excludente).

O traço realmente estruturante de Angola resulta – sejam quais forem as avaliações políticas e/ou morais que é bom, sem trocadilhos, não branquear – do contacto histórico ocorrido, no espaço territorial que hoje constitui o país, entre os seus habitantes originários e os povos europeus chegados do exterior, como o evidenciam de forma clara e inequívoca as respostas dos inquiridos acerca, por exemplo, da religião, da língua ou da literatura.

Ora, e sem esquecer, como é óbvio, a necessidade de estudar e valorizar correctamente o passado (não apenas os seus ícones, como também os valores e as práticas que se mostrarem adequadas à construção actual da realidade), o futuro de Angola será determinado por aquilo que a sua juventude quiser.

João Melo, jornalista e escritor angolano, é director da revista África 21
Popularidade: 380
Comentários (6)Add Comment
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escrito por nelito, Setembro 04, 2008
Se nao houve-se casos etenicos entao porque da sexta feira sangreta, porque o Sr Melo detesta tanto o Savimbi . se o savimbi fosse branco ou mulato a critica era totalmente diferente porque gente do uige zaire e cabinda sao chamados langas queria ter uma resposta
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escrito por ngwela xibeto, Setembro 01, 2008
o melo queria dizer no noso pais em portugal, mas ele esqueceu lhe perdoam meus senhores
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escrito por user, Agosto 29, 2008
viver connosco?? 500 anos?!? isso é muito mais do que "viver connosco"... o que sabemos nós de Angola antes dos portugueses? nem sequer havia um tal país...
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escrito por user, Agosto 29, 2008
Me parece antes ser um grande disparate da sua parte, senhor Zwalala Kunatchi... Para si, portanto, só são "verdadeiramente" angolanos os que carregam em si apenas sangue negro.... Por esse ponto de vista, só são brasileiros os que carregam em si apenas sangue índio e o mesmo para os Estados Unidos.... smilies/wink.gif
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escrito por Zwalala Kunatchi Ya Muyambu, Agosto 28, 2008
QUE DISPARATE, SR Melo!
Muito queria Senhor Ser Angolano...Ser Angolano é muito mais que nascer em Angola e ocupar cargos devulto na Direcção do Mpla ou Jornais e afins.

"Angola é um país de origem afro-euopeia, cuja matriz bantu é fundamental, mas não exclusiva (logo, não pode ser excludente)." Isso é o sonho dos filhos dos colonos, cujos anscentrais são pobres, idos de um Portugalzinho igual a mentalidade dos seus habitantes, e sobretudo gente mesquinha busca em Africa o enriquecimento fácil.
Os brancos e mulatos em Angola são uma minoria, logo esta tal cantada origem afro-europeia é uma comédia.

É verdade que mtos dos que mando em Angola estão ao serviço dos Tugas ou Sentem-se lisonjeados quando elogiados por Tugas e tudo resto, na verdade, não passam, de uma "namoro" para melhor sugarem o que é de facto dos Angolanos.

Sr Melo, viva la a tua vida sossegado, e deixe de falar porcarias.
Isso é Vosso maior sonho que Angola seja um pais sem identidade, até quase que arrisco que voces conseguiram. São africanos complexados, com uma suposta superioridade que não passa de um Tuguismo, É esteteja dos Vossos primos Tugas a projecção de escritores lusos descendentes e disseminar a aprendizagem da lingua Portuguesa, por mim, dispensaria o tal de Português, é o que vos dá muita vaidade.
Sinto muito orgulho por falar linguas Angolanas. Angola nao tem origem afro-europeia. Ha sim, certos Angolanos, voces, que descendem de Tugas ( de salientar que so a bem pouco tempo Portugal tornou-se membro da União Europeia), são Europeus lá dos confins e continuarão a sê-lo para sempre.
Aqui em Angola ainda vão engando um ou outro Angolano distraido. Conhecemo-vos bem, e tbem estudamos na tal de Lisboa, Porto ou Coimbra, não nos venham com falácias.
Somos a fovor de uma convivencia harmoniosa entre todos, mas não faltem respeito ao Povo que vos acolheu, esta terra sempre teve gente antes do colonos, e estes deixaram a sua semente, é verdade que não têm tido muita visibilidade, pois voces e vossos primos Tugas, agora revestidos de finanças impõem as regras aos nativos, basta ver a configuração rácica do quadro de trabalhadores dos Bancos Comerciais Angolanos (BIC, BFA, BESA) é tudo luso descendentes...Numa terra em que há Angolanos também competentes...Não é crível que toda aquela gente tenha sido escolhida por um critério de comptência e numa igualdade de circustancias dos demais negros. Não, Sr Melo!
Temos um Estado sem principios e que não defende o Angolano. Porém, isso não será para toda eternidade. Não estamos contra os nosso primos filhos de Tugas e lavadeiras ou simplesmente produto de apetites dos desgraçados colonos.
SOMOS TODOS ANGOLANOS. Haja respeito pois aqui viveram, antes dos Tugas, gente digna e vamos nos cultivando e um dia a verdadeira História de Angola será contada, não com estas tendências Alfacinhas ou Tripeiras.

Angola nossa única terra, não temos mais nenhum canto deste mundo, onde possamos encontrar as campas dos nossos ancentrais, todos jazem aqui neste pedaço de terra.

Os outros povos que tenham escolhido viver conosco, são benvindos.
Estamos atentos.
Viva Ngola!
Zwalala Kunatchi



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escrito por PNUPA Angola ORGULHO DOS NEGRO, Agosto 23, 2008
Nao esquecemos Angola eh um pais Africano onde um genuino continua a ser colonizados pelos crioulos e os nossos primos familiares mesticios que sempre sonha da nova colonizacao em Africa nao bracos aos pretos mais mulatos aos pretos em luanda ja existe este caso de nova colonizacao tpa radios privados so para os luandeses , Luanda benguela Lubango Angola o resto, atrazados e pretos sem cabeca nao civilizados, nao merece bom lugar na sociedade nova aparteide contra genuinos Angolanos este eh o sonho dos mulatos e crioulos em Angola mais gracas a Deus todo esta chegando em fim Muana Vata ya Angola voz dos genuinos PNUPA
PARTIDO NACIONAL E DE UNIFICACAO DO POVO ANGOLANO ; SOMOS PRETOS RADICAIS ORGULHO NEGRO PROTO A COMBATER
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 O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, considerou, em entrevista à Angop, que a aprovação da Constituição pelo actual Parlamento vai dar início à terceira República.  "Será esta Constituição, em meu entender, que vai dar início a III República e marcar o fim desta transição constitucional, pois as eleições legislativas não terminaram com a transformação, iniciada 1991", disse o juiz.  Ao debruçar-se sobre o papel do TC na elaboração do referido diploma, Rui Ferreira, que integrou a equipa proponente do ante-projecto, explicou que o órgão vai verificar a observação dos princípios previstos para aprovação da futura "lei mãe". Aprovação da futura Constituição vai marcar início da II República em Angola O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, considerou, em entrevista à Angop, que a aprovação da Constituição pelo actual Parlamento vai dar início à terceira República.

"Será esta Constituição, em meu entender, que vai dar início a III República e marcar o fim desta transição constitucional, pois as eleições legislativas não terminaram com a transformação, iniciada 1991", disse o juiz.

Ao debruçar-se sobre o papel do TC na elaboração do referido diploma, Rui Ferreira, que integrou a equipa proponente do ante-projecto, explicou que o órgão vai verificar a observação dos princípios previstos para aprovação da futura "lei mãe".
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