Luanda - A interpretação de músicas de David Zé e Artur Nunes constituíram hoje, domingo, as maiores referências do guião artístico do Musongué da Tradição, que teve lugar no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda.
Num dia onde Teta Lágrimas foi chamado para, ao vivo animar à festa, a jornada teve, no entanto, como momentos mais altos quando Gaby Moy e Manico subiram ao palco do Kilamba para dar voz a duas das principais figuras do "music hall" angolano nas décadas de 1960 e 1970.
| |  | | Centro Cultural e Recreativo Kilamba, recorda David Zé e Artur Nunes no Musongué da Tradição | | | Com temas como "Lamento de Paiva", "Kadikazeca" e "Mutudi wa ufolo", Gaby Moy levou os presentes, os kotas na sua maioria, a efectuar uma "viagem ao passado" e a alguns centros recreativos de Luanda, onde o artista era bastante acarinhado pelo público.
Com o dia ganho, Gaby Moy ainda teve tempo para deixar "o cheirinho" do "Vizinha Zongola", uma música que, nos anos 90, o tornou numa referência da música angolana.
Numa mistura entre o semba, o bolero e o kizomba, o público ainda teve o prazer de subir a pista de dança para exercitar os músculos com os temas de Artur Nunes, na voz de Manico. Empolgado pela recepção pública, Manico foi interpretando uma atrás de outra, com destaque para "Tala Ana Ngolé".
Além destas referências, o programa contou ainda com as participações de Tony Amado e da Banda Movimento, esta última que teve a tarefa de fazer o acompanhamento instrumental dos demais artistas, além de ter aberto o dia com a interpretação de três músicas do seu repertório. Angop
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