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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

"Abel Epalanga Chivuku" continua vivinho da silva, também Rafael Massanga Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
22-Jun-2008
Com Rafael Massanga, um dos filhos de Jonas Savimbi, também na pole-position, Abel foi o mais votado para o círculo nacional, numa altura em que a Unita quer renovar a sua bancada parlamentar em cerca de 80 por cento

Cerca de um ano depois de ter sido cilindrado nas urnas por Isaías Samakuva, no 10º Congresso da Unita, Abel Epalanga Chivukuvuku, que estava a viver o seu retiro sabático, reapareceu em grande esta semana, demonstrando que continua presente e é alguém que se tem de ter sempre em conta.
Mesmo depois de mais de uma década no Parlamento, o antigo líder da bancada parlamentar da Unita ainda concorreu às pré-candidaturas que os «maninhos» realizaram no seu complexo situado no município de Viana. A eleição dos pré-candidatos a deputados em Luanda era a mais esperada, tendo em conta o leque de militantes e dirigentes que vivem na cidade capital e até mesmo porque muitos dos que foram eleitos para os círculos provinciais nunca sequer tinham pisado nestas áreas.

Dados disponíveis e confirmados pelo Semanário Angolense asseguram que na eleição para o círculo nacional, Abel Chivukuvuku foi o mais votado, tendo conseguido mais de 50 por cento dos votos dos 710 delegados que estiveram presentes. Não se sabe, entretanto, se o resultado teria sido o mesmo caso Isaías Samakuva e Lukamba Gato tivessem de concorrer a uma vaga.

A direcção da Unita decidiu que os antigos ou actuais presidentes, assim como vice-presidentes, secretários-gerais e secretários-gerais adjuntos não precisavam de concorrer. Por isso, figuras como Isaías Samakuva, Ernesto Mulato, Paulo Lukamba Gato, Eugénio Manuvakola e Marques Correia Victor estiveram ausentes da peleja.

Com uma diferença mínima de pontos, Chivukuvuku teve atrás de si Rafael Massanga, que é, por sinal um dos 33 filhos do líder fundador deste partido, Jonas Savimbi. De feições muito próximas ao pai, Massanga causou sensação nas comemorações do aniversário da morte de Jonas Savimbi, em Fevereiro de 2007, mas declarou na ocasião que não tinha quaisquer pretensões de fazer carreira política. A prática mostra agora uma outra realidade, com ele a surgir atrás de Abel Chivukuvuku, um colosso da Unita. Ficou igualmente à frente de Alcides Sakala, outra figura influente do partido, que já exerceu cargos como o de secretário para as Relações Exteriores, sendo presentemente o líder da bancada parlamentar.

Até Carlos Morgado, que já foi o médico pessoal de Jonas Savimbi, ficou duas posições abaixo de Rafael Massanga, tendo sido ainda ultrapassado por uma mulher, Júlia Napolonga, uma ilustre desconhecida que se constitui na grande surpresa das eleições.

«Aqueles que sempre se opuseram à presença de Jonas Savimbi no Parlamento podem ter a certeza que terão de conviver com um clone seu. Quem vê o filho pensará que tem à sua presença o pai», ironizou uma fonte dos «maninhos», quando comentava a posição obtida por Rafael Massanga.

Entretanto, algumas figuras de proa desta formação política preferiram concorrer noutras localidades. Algumas em zonas onde foram eleitos nas eleições de 1992 e outras, provavelmente, porque preferiram «fugir» da renhida disputa luandense. Assim sendo, Marcial Dachala, ex-secretário para a Informação, regressou ao seu Huambo, a mesma aposta que foram feitas por Adalberto da Costa Júnior (Lubango, onde foi eleito), Savihemba (Bié) e Maluka (Benguela). Já Miraldina Jaka Jamba, presidente da Lima, foi a Cabinda, e Demósthenes Chilingutila, vice-ministro da Defesa, preferiu o Namibe.

Informações fornecidas por fontes deste jornal asseguram que a direcção da Unita pretende renovar a sua bancada em 80 por cento, introduzindo mais jovens e, sobretudo, alguns membros da sociedade civil. As identidades destes últimos permanecem no segredo dos deuses, tendo em conta que este dossiê se encontra ainda a nível de um grupo restrito do partido.

Mas no que diz respeito à injecção de «sangue novo», o processo caminha no sentido inverso face à entrada de alguns jovens engenheiros, médicos, economistas e de outras especialidades. Um caso concreto é o da filha do deputado Eugénio Manuvakola, recém-formada em Economia, que terá passado no sufrágio.


Fonte:Semanário Angolense (Dani Costa) 
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