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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Boas relações sexuais no casamento, um segredo da longevidade "sexo bom" Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
17-Mai-2008

Sim, é possível. Casais revelam como mantêm seus relacionamentos acesos, quentes. E expõem suas intimidades: mulheres fazem shows de strip, com roupas de dançarinas de bordéis, chamam amigas para transar, fazem sexo em barracas de camping e até compram tapetes novos para uma noite de prazer

Estatísticas continuam revelando que é grande o número de casais que se separam hoje em dia. Não vamos entrar na questão chata das porcentagens e dos números – veja pelos seus amigos, parentes, casos na tevê, de pessoas que se separaram ou estão à beira da falência conjugal, ou talvez até você mesmo tenha passado ou esteja vivendo uma crise matrimonial. Esse comportamento não deve ser visto como estímulo para acreditar que o casamento é mais uma instituição sem futuro e que só era bem-sucedido em outros tempos – o da vovó, da bisavó e de seus antepassados. Hoje temos, ao menos, a opção da escolha, de querer estar casado ou não. Mas há casais felizes, na cama e fora dela – acredite.

ELA LIGOU PARA O MARIDO DO TRABALHO: “TENHO UMA SURPRESA PARA VOCÊ QUANDO CHEGAR EM CASA.”
ELE FOI CORRENDO. LÁ VIU A MULHER E UMA AMIGA, PRONTAS PARA UMA FESTINHA

Há maridos e mulheres que se preocupam mais com a patrulha antiinfidelidade que com a cama. Brigam, brigam e esquecem do essencial – transar

O caminho para o triunfo de uma relação, segundo eles, depende da criatividade e de saber investir, sobretudo, em sexo, muito sexo. Tem mulher que, mesmo depois de dez anos ao lado do marido, transa como se estivesse no fulgor da adolescência. Claro, há outros fatores. Casais de bem com a vida geralmente têm uma sintonia de humor, de tolerância, de jogo de cintura, de afinidade irrestrita, de desprendimento a questões irritantes como ciúme em excesso. Há marido e mulher que se preocupam mais com a patrulha da fidelidade que com a relação, a delícia e o prazer da vida a dois.

Esqueça essa história de que é preciso estar sempre 100% seguro na relação. Quem garante que a saúde de um casamento – e uma vida de erotismo intenso – não depende justamente da capacidade de incorporar ao cotidiano uma certa dose de aventura? Isso dentro de limites, claro – ninguém está falando de casamento aberto, de permissividade incondicional. Para tentar entender como funciona, na prática, o “manter um bom casamento” – fugindo dos batidos manuais de auto-ajuda –, fomos buscar, digamos, novas perspectivas para o assunto. Conversamos com casais que revelaram os bastidores de seus relacionamentos bem-sucedidos. São histórias em que o sexo é sempre imaginativo, divertido, sem o ranço do convencional. É gente que vive casada, mas parece se deliciar como nos tempos de namoro. Talvez esteja aí uma razão de sucesso. Quem sabe eles não dão uma luz para você.

 

FESTINHAS EM CASA

“Gosto de acordar meu marido fazendo sexo oral. Levo café na cama, com uva e morango. Vou vestida com roupinha de enfermeira. Já levei até champanhe de manhã. E joguei a bebida no pênis dele e no meu peito – tenho seios grande, ele se delicia sempre. De manhã, entre uvinha, champanhe, roupinha sacana, a transa é de suar. Gozamos mais forte. Supresa é o que dá o tom no nosso casamento. Ligo pra ele no trabalho e digo: amor, tem um presentinho para você. Quando ele chega, estou vestida com roupinha de tenista. Saia bem curta, perfumada, deitada no sofá. Ele delira. Teve uma vez que a surpresa foi maior. Disse: hoje vai ser especial, espera só. Aí o que eu fiz: chamei uma amiga minha, que é bi. Linda. Morena, cabelo curto, magra com curvas, uma boca sensual, bem desenhada. Ela adora beijar na boca, homens e mulheres. Quando ele chegou, fizemos uma festinha preparatória. Eu e ela estávamos vestidas com sainhas curtas e decotes. Botamos som na sala, bebemos. Não demorou muito, ficamos os três nos acariciando.

Ele me beijava, ela mordia o pescoço dele, ele beijava o seio dela, eu apertava a bunda dele. Abaixamos a calça dele e fizemos sexo oral juntas, como numa cena de filme pornô (adoro, aliás, transar com ele com um filme pornô ao fundo. Parece que a gente tá no meio de uma suruba). Depois ele nos levou para o quarto. Transou com ela de quatro, enquanto eu botava a mão nos seios dela, depois beijava meu marido. Ele gozou, mas deu tempo de a minha amiga gozar também. Depois, enquanto ele se preparava para uma nova transa, ela fez sexo oral em mim. Meu marido ficou logo excitado e, recuperado, voltou para transar conosco. Ele me pegou de lado, enquanto minha amiga ficava mordiscando o peito dele. Transamos até de manhã algumas vezes. Não que isso seja um hábito. Só de vez em quando. O que vale pro casamento não é um ménage. É a possibilidade de poder experimentar. O que conta mesmo é ter sempre esse clima de em qualquer dia, qualquer hora, pode rolar uma surpresa. E outra: cada um deve ter seu tempo de sair com amigos. E no dia seguinte, por favor, nada de perguntar se fiquei com alguém ou não (eu gosto de ficar com mulheres). Se ele quiser sair com amigos e topar ir a um puteiro, ok. Quando ele vai a esses lugares, volta com cheiro de cigarro, de perfume barato. Adoro. Ele vai para a cama comigo assim mesmo, com cheiro da farra. Casamento só dura se tiver isso de cada um sair pro seu lado às vezes. E, juntos, precisa ter humor, brincadeira, carinho. Nunca brigar por besteira. Gosto de falar que o meu sexo é de Copa do Mundo. Duas, três vezes por mês, mas uma melhor que a outra. Sem ciúme besta. Só amor e tesão. Renata P.35, casada com Márcio há 10 anos, juntos há 15 anos

 

“BEBEMOS. NÃO DEMOROU, ESTÁVAMOS OS TRÊS SEM ROUPA, NOS ACARICIANDO, AOS BEIJOS, MUITOS BEIJOS”

SUBINDO PELAS PAREDES

“Há momentos em que estamos bem, parecendo um casal de namorados que acaba de se apaixonar. Em outros, estamos amargos e descontando no outro as tensões do dia-adia. Quando a coisa aperta, nos afastamos e ficamos, assim, meio ‘de mal’.

É justamente nesse momento que bate aquela insegurança e a pergunta: ‘será que está na hora de me separar?’ E, muitas vezes, movida pelo medo da perda, começam a surgir as ‘soluções’. A imaginação aflora. Como as tradicionais discussão de relação não resolvem muito, é no sexo mesmo que o casal se resolve. E isso já rendeu muita realização de fantasias. Uso uma lingerie nova, uma roupa-fetiche: ele gosta quando eu faço a minha performance de prostituta, com bota e meia-arrastão. Não resisto quando vejo que estou deixando ele excitado. Fica tarado, me segura forte, me aperta. Transamos de maneira meio selvagem. Fico molhada só de imaginar. Já quebramos um sofá na sala. Eu estava de costas para ele, ajoelhada no sofá. Vestia meia-arrastão, calcinha abaixada até a perna, sutiã rasgado. Ele me pegou por trás.

A transa ficou tão intensa que, na empolgação, o sofá desmoronou. Caímos, demos risadas. E continuamos no chão. Foi uma delícia. Procuro me manter em forma, ficar gostosa, me arrumar, me perfumar. E ele faz o mesmo. ”Regina Gonçalves, 34, esposa de Rafael Romano, 38. Casados há 11 anos.

 

PEQUENAS ATITUDES QUE SALVAM

A PRIMEIRA COISA QUE UM CASAL DEVE TER EM MENTE: É IMPORTANTÍSSIMO SE DEDICAR À MANUTENÇÃO DA RELAÇÃO, DEPOSITANDO A MESMA ENERGIA QUE CADA UM INVESTIU NA FASE DA CONQUISTA. PARA ISSO, É ESSENCIAL:

demonstrar o desejo que
um sente pelo outro para que
ela saiba que você ainda se
sente atraído fisicamente;
participar da vida do outro, de
modo que a companheira saiba que
pode contar sempre com você;
se relacionar bem com os
amigos – de ambos –, sugerindo
programas e atividades juntos;
preservar a liberdade. É
importante manter os próprios
amigos e interesses pessoais.
Ter vida própria ajuda na vontade
de reconquistar a companheira;
tirar férias conjugais de
vez quando, ter saudade,
vontade de rever a pessoa,
sentir certa insegurança;
sair da rotina e ter momentos
a sós: jantar fora, ir a motéis,
transar de forma diferente, fazer
viagens, ir ao cinema. Passar
por novas experiências juntos
faz traçar a história do casal;
manter a admiração.
Um casal que se respeita
dificilmente se separa;
cuidados com a casa, com
os filhos e com a aparência,
são tarefas dos dois,
na mesma proporção.

 

“NO CAMPING É UM TESÃO. DÁ PRA GRITAR, BERRAR, VARIAR MAIS POSIÇÕES, PARECE QUE EU E ELE VOLTAMOS À ADOLESCÊNCIA, CHEIOS DE FOGO”

NA BARRACA

“Depois do casamento, mesmo nos primeiros anos, é necessário inovar. Quando o casal está bem sexualmente, existe mais cumplicidade no dia-a-dia. Eu e meu marido não temos nada previamente combinado que ajude a manter a nossa relação, mas sempre tentamos sair da rotina. Gostamos de acampar. Então, sob uma barraca, a imaginação ferve e a temperatura também. É um tesão sair do ambiente de casa, como num camping. Dá pra variar posições e é o momento de gritar, criar um clima de uma transa inusitada, como dois adolescentes cheios de fogo. Ah, tem outra coisa que a gente adora: assistir filminhos eróticos, em casa, é estimulante também. E o que realmente faz diferença é quando mudo a minha depilação. Uma vez fiz uma que tirava quase tudo (doeu muito!), mas ele ficou doido, não parava de olhar, por todos os ângulos. Torna o sexo oral bem mais gostoso. Agora, nossa ‘missão’ é comprar uma cadeira erótica. Usamos uma vez, no motel. É muito interessante, confortável, versátil e extremamente excitante.” Sofia Andrade, 39, casada com Adriano Sanches, 38 anos. Juntos há 6 anos

 

NO TAPETE

“Nos dois primeiros anos, existe tempo suficiente para o casal se descobrir e conhecer os limites do companheiro. É o momento em que até um novo tapete é motivo para transar. Aliás, uma transa do nada, que começa com um “ataque” dele por trás, é ótima. Sempre procuro ficar sexy em casa. Uso decotes, roupinhas curtas, um short. Não dá para ficar de moletom na frente do marido – nem ele com roupa velha, desgastada. Não precisa ficar impecável, mas cheiroso, roupa lavada – é o mínimo. Outra: uma transa deliciosa e inesperada, mesmo que demore mais de uma semana pra acontecer, vale mais que duas na cama, na obrigação. Muitas vezes, achamos que fazer certas loucuras, como transar no elevador, vai resolver o problema. Mas, pelo menos para mim, não. Nessa hora, temos que descobrir coisas para fazer a dois, como curtir pequenas viagens de final de semana, ir a um chalé na montanha. Vale até entrar em um curso de culinária mais sofisticado, e fazer um jantar especial para o outro. Demora um tempo para você assimilar e identificar cada uma dessas fases e até mesmo para curtir o casamento. É claro que o sexo influencia muito a convivência do casal. Para a mulher, pequenos detalhes pesam muito mais: carinho nos cabelos, o beijinho no pescoço, elogios.” Maria Teresa, 38, mulher de Luiz César, 41 Casados há 9 anos

 

PREPARANDO O CENÁRIO

“Vale tudo para o casamento não esfriar. Roupas eróticas já dão uma atualizada na relação. Mas não vale vestir só pra transar. É melhor quando você vai jantar em algum lugar e veste uma lingerie sensual por baixo. Ou lingerie nenhuma, como uma vez que eu fui com um vestido curto – só com ele – para um evento e nós dois ficamos o tempo todo pensando no que seria quando chegássemos em casa. O resultado foi incrível. Transar em todos os cômodos é uma coisa que a gente já fez, mas nos últimos anos estamos preferindo o conforto da cama à ginástica na cozinha. Filmes são bons, mas para mim não funcionam os pornôs. Prefiro os que tenham sacanagem, como Lucía e o Sexo, com várias cenas de um casal feliz. Pornografia é muito masculina, não gosto. Para a mulher, o que é mais estimulante é um homem que ela ame. Homens já têm outras prioridades. É preciso equilibrar: um pouco de sexo animal para ele e ver filme abraçadinho pra ela. Mas algo que nunca fiz foi visitar um clube de swing. Tenho um pouco de medo do que vamos encontrar lá.” Leda Terraz, 31, casada com Paulo Barros, 38. Juntos há 5 anos

 

 

LEIA TAMBÉM

O Anel que Tu me Deste – O Casamento no Divã, da terapeuta de casais Lídia Rosenberg Aratangy. – Uma discussão sobre a complexa relação entre casais a partir da história do casamento, comparando o cenário atual e o antigo

Uma História do Amor... Com Final Feliz, de Flávio Gikovate. Reflexões sobre as relações modernas e o que isso pode beneficiar nas uniões

Sexo no Cativeiro – Driblando as Armadilhas do Casamento, de Esther Perel – uma abordagem inovadora e, diga-se, bem picante, sobre como manter o erotismo no casamento

 

por CAMILA DOURADO ilustração CARAH
Universo Masculino

Popularidade: 1012
Comentários (1)Add Comment
...
escrito por glaupe, Maio 31, 2008
eu acho escroto uma mulher quere chamar outra mulher para apimentar o casamento e o marido aceita numa boa, pergunta pra ele oque ele acha da ideia de você chamar um outro homem smilies/tongue.gif smilies/grin.gif
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