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Bola do lado da Magistratura na "Maka Raul Araújo" s/ juízes corruptos |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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13-Jun-2008 |
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O antigo bastonário, Raul Araújo, já prestou esclarecimentos à Procuradoria-geral da República (PGR) sobre a sua sulfurosa denúncia de sentenças mancomunadas entre juízes e advogados.
Em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), Raul Araújo disse: «Eu já prestei os esclarecimentos necessários. Portanto é um processo que está com a Procuradoria-geral da República (PGR) e agora vamos apenas aguardar que a Procuradoria termine o seu trabalho».
Por conseguinte, acrescentou, «não vale a pena estarmos a alimentar mais a discussão sobre um assunto que está a ser alvo de um processo pelo órgão competente do Estado para tratar este tipo de matéria».
«A partir do momento que a procuradoria abre processo, eu não posso dizer mais porque há o segredo da justiça. Há um processo que está a decorrer. Eu não vou dizer o que eu entreguei, o que não entreguei. Apenas devo dizer que as informações que eu tinha que prestar sobre as alegações que eu fiz já foram prestadas», replicou à insistente pergunta do jornalista se ele mantinha as alegações que originaram a polémica.
Ordem dos Advogados
Sobre o mesmo assunto, também, a Ordem dos Advogados Angolanos acabou por publicar um comunicado de imprensa, que tenta aclamar os ânimos.
O comunicado reconhece o esforço de melhorar administração da justiça mediante as acções de formação e criação das condições materiais adequadas.
Reconhece, também, «o esforço e a competência dos operadores judiciários, nomeadamente, dos magistrados judiciais e do ministério público, para que cada vez mais a justiça realize os profundos anseios dos cidadãos».
Pelo deu lado, o bastonário actual, Inglês Pinto, indicou que denuncias similares às feitas pelo seu predecessor datam praticamente do tempo em que nasceu a Ordem.
Falando à Luanda Antena Comercial (LAC), Inglês estimou que as denúncias têm incidido em deslizes isolados e não podiam ser generalizados.
Os referidos deslizes, explicou ainda o bastonário, têm sido tratados sem publicidade por ser esta competência da soberana ponderação dos respectivos órgãos. «Cabe-lhes decidir se é conveniente ou não tal passo em relação a magistrados que infringem determinada norma», completou Inglês Pinto.
Fonte:RNA/Apostolado
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