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Lisboa – A Cônsul Geral de Angola em Lisboa, Cecília Baptista, realçou no último fim-de-semana, nesta cidade, a necessidade de os encarregados de educação reforçarem os estímulos para que as crianças angolanas nascidas em Portugal possam aprender os valores e cultura nacional. A diplomata falava no quadro do programa do Consulado Geral de Angola que visa alargar os seus serviços junto das comunidades, aos fins-de-semana, iniciado há um ano. Cecília Baptista sublinhou que a necessidade de integração na sociedade de acolhimento não deve impedir que as crianças angolanas herdem ou preservem a identidade e cultural angolana.
Por este facto, apelou aos país no sentido de “manterem as novas gerações ligadas ao país de origem”, exactamente por ser “inconcebível encontrar crianças que não saibam absolutamente nada sobre o país”. No encontro, que teve lugar na freguesia de Cacém, Cecília Baptista advogou a necessidade da preservação da angolanidade, quer através da organização em associações como outras formas que permitam a valorização da cultura.
Os encontros, além de contribuir para que os angolanos possam receber esclarecimentos sobre os actos consulares, como os registos de nascimento, pedidos e renovações de passaportes, inscrição consular, entre outros, visam também permitir uma maior aproximação e a auscultação dos problemas da diáspora angolana em Lisboa.
Com isso pretende-se, de acordo com a diplomata, a defesa “intransigente dos interesses dos angolanos” em Portugal.
O próximo encontro com a mesma finalidade, segundo fonte do consulado angolano, terá lugar na localidade da Moita.
Eventos semelhantes foram já realizados nas localidades de Rio de Mouro, Massamá, Queluz, Amadora, Baixa da Banheira, Quinta do Mocho e Loures.
Esta iniciativa visa fundamentalmente apoiar aqueles que por alguma razão estejam impossibilitados de o fazer dentro do período normal de funcionamento do Consulado Geral em Lisboa, tendo em conta as funções laborais, estudantis, entre outras. Angop
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