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Tribunais angolanos precisam de ser dotados de meios materiais e humanos à altura das necessidades |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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24-Jun-2008 |
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A actividade judiciária é uma das funções principais do Estado e a realização deste serviço público exige que os órgãos competentes, como os tribunais, sejam dotados de meios materiais e humanos necessários à sua concretização, afirmou ontem, em Luanda, o vice-ministro da Justiça, João Alves Monteiro.
Segundo o vice-ministro, que falava durante a abertura do seminário sobre “Custas judiciais para magistrados e oficiais de justiça”, o Estado realiza a maior parte das actividades através dos rendimentos que tira dos impostos e as actividades dos tribunais não são uma excepção à regra.
“Há, pois, a nível dos tribunais, o que anteriormente se designava por imposto de justiça, hoje taxa de justiça que, conjuntamente com o imposto de selo, constitui aquilo que tecnicamente se designa por custas judiciais”, pontualizou João Alves Monteiro.
O responsável disse aos participantes que estão reunidas as condições para que durante três dias possam discutir franca e abertamente o problema das custas judiciais e dessas discussões se eliminem dúvidas e se tirem ilações com vista ao melhoramento do futuro diploma sobre a matéria.
João Alves Monteiro recordou que nas sociedades modernas, as relações entre indivíduos ou entre estes e os diversos grupos sociais processam-se, a maior parte das vezes, num ambiente de perfeita normalidade.
“Todavia há situações em que os interesses divergentes das partes exigem a intervenção dos tribunais que, como órgãos de soberania, têm competência para administrar a justiça em nome do povo, garantido e assegurando a observância da Lei Constitucional, das leis e demais disposições normativas vigentes”, referiu.
O seminário, que está a ser promovido pelo Instituto Nacional de Estudos Judiciários, visa actualizar os magistrados judiciais e do Ministério Público e oficiais de Justiça, quanto a temática do código das custas judicias, por se ter constatado que havia muita debilidade neste tema, disse o porta voz da acção formativa, Carlos Baltazar Manuel.
Fonte:JA
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