 Uma equipa de peritos da União Europeia vai inspeccionar em Fevereiro as medidas aplicadas pela Transportadora Aérea Angolana (TAAG) para sair da "lista negra" da Comissão Europeia, disse hoje fonte da companhia angolana.
Esta equipa técnica vai proceder à inspecção entre 18 e 22 de Fevereiro, disse hoje a porta-voz da TAAG, Agnela Barros, adiantando que a companhia "está optimista quanto à sua saída da lista negra".
"Na perspectiva da TAAG tudo foi feito. Por isso estamos optimistas quanto à saída da lista negra da União Europeia", salientou Agnela Barros.
Em Julho 2007 a TAAG, devido a falhas de segurança detectadas por peritos franceses, foi proibida pela Comissão Europeia de sobrevoar o espaço aéreo europeu ao ser integrada na sua "lista negra".
Segundo a porta-voz da TAAG, todas as falhas apresentadas "foram resolvidas" e até "mais do que tinha sido exigido".
"O problema foi detectado num avião da TAAG em França mas a companhia avançou para uma reestruturação global", frisou Agnela Barros.
A porta-voz referiu ainda que "foi uma boa oportunidade para mudar tudo", afirmando que neste momento "todo o serviço da TAAG está actualizado e informatizado segundo os mais exigentes padrões internacionais".
"Acredito que estamos em condições de retomar os voos para a Europa, a não ser que sejam detectadas novas falhas, mas na nossa perspectiva está tudo resolvido", disse.
Agnela Barros disse ainda que "os passos dados pela TAAG" correspondem às exigências feitas pela Comissão Europeia.
Na sequência da inclusão na "lista negra", a TAAG recorreu aos serviços dos Transportes Aéreos de Cabo-Verde (TACV) para transportar os seus passageiros para Lisboa.
Entretanto, esta alternativa não foi bem sucedida face à reclamação dos passageiros, que alegavam a excessiva demora e o transtorno causado pela escala na ilha do Sal, Cabo Verde.
A TAAG desistiu de trabalhar com os TACV e optou pelos serviços da companhia sul-africana South African Airways.
A 23 de Outubro também a SAS saiu dos planos da TAAG, altura em que a transportadora angolana anunciou o início das suas operações para a Etiópia com vista a permitir a deslocação dos seus passageiros daquele país para a Europa e Ásia.
O impedimento pela Comissão Europeia de a TAAG sobrevoar o espaço europeu aconteceu depois da transportadora aérea angolana ter adquirido, em Novembro de 2006, vários aviões Boeing, entre os quais dois do tipo 777.
Na altura, a TAAG chegou a apontar a rescisão do contrato de manutenção dos seus aviões, por razões económicas, com a França, como a causa do seu impedimento em voar para a Europa.
Entretanto, a Assembleia Nacional angolana aprovou, em Novembro de 2007, a nova lei de aviação civil, que substitui a anterior de 2000, que apresentava omissões consideráveis, nomeadamente em relação à autoridade aeronáutica, ao licenciamento de pessoal e operações de navegabilidade das aeronaves.
A antiga lei apresentava ainda outros casos de omissões como, por exemplo, a gestão e administração do sistema de aviação civil, a inspecção e acesso às instalações ligadas à aviação civil ou a emissão de certificados de navegabilidade e de licenciamento de pessoal.
Já a nova lei, ao contrário da anterior, apresenta normas que visam a desburocratização e modernização do processo de licenciamento da actividade aeronáutica em geral.
A "lista negra" da Comissão Europeia inclui cerca de uma centena de companhias aéreas proibidas de voar no espaço aéreo europeu por não aplicarem as normas de segurança e constituírem um perigo para os passageiros.
A lista é elaborada com base em contribuições nacionais dos estados-membros, que comunicam a Bruxelas quais as companhias com eventuais problemas. Fonte: NL
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