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É verdade que quase todas as interpretações falam numa sensação de clímax. Ou, "uma explosão irresistível", que libera alguma sensação contida de emoções sexuais, de mudanças psicológicas, com as conseqüentes sensações de paz, de calma, de alivio. Mas há muitas diferenças nas explicações. Algumas mulheres, por exemplo, falam de sensações genitais absolutamente extraordinárias. Outras falam de experiências que perpassam todo o corpo. Eletrizantes, por assim associar. Para homens, essas sensações estão geralmente ligadas aos órgãos genitais. Tanto que alguns descrevem o orgasmo como uma explosão de energia que parte do pênis. De qualquer forma, em ambos os sexos, o impulso irresistível do orgasmo leva a um relaxamento do corpo. Para aprender a ter orgasmos mais completos, é preciso entender o que realmente acontece durante a fase dos estímulos sexuais.
No caso do homem, o estímulo começa geralmente dentro da cabeça. Ele é atraído por alguma imagem erótica, que pode ser real ou pura fantasia. Essa alteração mental envia impulsos nervosos através da medula espinhal para os órgãos genitais. Em resposta, o tecido esponjoso do pênis se enche de sangue, provocando o endurecimento. O órgão, mole e inchado para baixo, torna-se então saliente como uma haste - o pênis está ereto. Quando esse órgão está ereto, muitas mudanças ocorrem no organismo. A respiração fica mais rápida, as pupilas se dilatam, sobe a pressão sangüínea, e as batidas cardíacas se aceleram. O homem transpira um pouco: ele está sexualmente excitado. E essa fase de excitação da atividade sexual não pára aí. Assim como o pênis fica ereto, o saco escrotal - a bolsa que contém os testículos - torna-se mais tenso, mais espesso; os próprios testículos são trazidos para junto do corpo. Todas as mudanças podem acontecer e o homem volta à fase normal de pré-excitação em poucos minutos. Mas, quando atinge esse ponto, a maioria dos homens segue adiante, quer tendo uma relação sexual, quer masturbando-se. Então, o pênis cresce ainda mais; e sua extremidade, a glande, adquire um tom azul-purpurado. O saco escrotal, ou escroto, também aumenta de tamanho. Essa é a chamada fase de platô: quando um homem chega aí, dificilmente volta ao normal sem ir até o fim. Daí para o orgasmo é um passo. Nesse momento, o estímulo sexual é tanto que o homem tem de ejacular. Ondas de impulsos sensoriais nervosos correm através do sistema nervoso para os órgãos genitais. Os condutos que vão dos testículos ao pênis se contraem junto com os músculos pélvicos, para liberar o sêmen. Quando o orgasmo está bem próximo, o homem já ultrapassou o ponto em que não há mais retorno possível. Nada mais pode frear o orgasmo. Na ejaculação, uma pequena quantidade de sêmen é liberada através do pênis em jatos que se sucedem. Primeiro, começa uma sensação agradável na pelve, à medida que a glândula da próstata descarrega seu conteúdo. Uma série de quatro ou cinco contrações segue-se, com um pequeno intervalo, de um segundo, entre elas. A quantidade de sêmen que um homem elimina depende de quando ele teve a última ejaculação. E nada tem a ver com sua virilidade. Cada ejaculação - aproximadamente o volume de uma colher de chá - contém milhões de espermatozóides, que podem engravidar uma mulher. Não se pode julgar a quantidade de sêmen por sua aparência. Volume, cor e consistência variam, conforme o intervalo entre os orgasmos. Após ejacular, o homem pode levar algumas horas para ter nova ereção. O intervalo entre a ejaculação e a próxima ereção é o chamado período de resolução. Os mais jovens poder ser estimulados mais depressa que os mais velhos. Há homens que podem ter orgasmos repetidos, como as mulheres. Não existe problema algum em ejacular várias vezes num dia; só é cansativo. Todo homem sadio pode ejacular muitas vezes ao dia, durante toda a vida, sem nenhum risco nem contra-indicações. O ciclo masculino, da excitação à ejaculação, pode cumprir-se rapidamente, sobretudo em jovens. Eles podem ficar excitados e ejacular em poucos minutos. Celso Fernandes
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