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Amnistia Internacional (AI) acusa a China de estar a agravar a violação dos Direitos Humanos. A organização considera que a situação piorou, no que respeita à repressão e às restrições à liberdade. O Governo chinês já veio rejeitar a crítica e pediu um olhar “justo e objectivo” sobre o país.
O relatório da AI, intitulado “Contagem para os Olímpicos: Promessas Quebradas”, refere que aumentaram as detenções de activistas chineses, mais pessoas foram desalojadas, um maior número de jornalistas foi detido e bloqueado o acesso a páginas de Internet. O mesmo documento refere que foi intensificado o recurso aos campos de trabalho, assim como o recurso à violência durante detenções. . A organização não tem dúvidas em estabelecer uma relação causal entre a deterioração dos direitos humanos e o aproximar do início dos Jogos Olímpicos de Pequim. “Vimos especificamente medidas enérgicas relativas a activistas em Direitos Humanos internos, censura aos média e aumento da re-educação através do trabalho como uma forma de limpar Pequim e arredores”, denunciou Roseann Rife. As forças policiais podem, ao abrigo do programa de “re-educação pelo trabalho”, deter pessoas e obrigá-las a desempenhar trabalho braçal sem que tenham sido julgadas por um tribunal. Um aspecto positivo apontado pela AI consiste na redução em 15 por centro das execuções no primeiro semestre deste ano. . Segundo a AI, a China iludiu os críticos do regime em países estrangeiros ao permitir a esperança de mudança. Quando, em 2001, foi decidido que a China iria organizar os Jogos de 2008, o país garantiu adoptar os valores associados à tradição olímpica. “Ao continuar a perseguir e a punir aqueles que falam em nome dos Direitos Humanos, as autoridades chinesas perderam de vista as promessas que fizeram quando lhes foi confiado os Jogos há sete anos”, acrescentou a directora para a Ásia da AI. A AI criticou ainda o Comité Olímpico Internacional por exercer com “relutância” o seu direito de pressionar a China pela falta de respeito pelos Direitos Humanos. . China rejeita críticas da AI e pede análise imparcial . As conclusões do relatório já foram rejeitadas pelo Governo chinês. “Esperamos que a Amnistia consiga tirar os óculos escuros que tem usado durante tantos anos e que veja a China de uma forma justa e objectiva, e faça algo mais construtivo”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Liu Jianchao sustentou que não vai existir interferência nos assuntos de política interna chinesa. “Quem conhece a China não vai acreditar neste relatório”, acrescentou. . No mesmo sentido, a Sociedade Chinesa para Estudos de Direitos Humanos afasta as acusações da organização. “Sentimos que temos problemas, mas estamos a tentar resolvê-los e a situação dos Direitos Humanos está cada vez melhor”, comentou o porta-voz desta organização com ligações governamentais. Por Raquel Ramalho Lopes, RTP
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