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O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reiterará hoje o seu compromisso de acabar com a guerra no Iraque, segundo a antecipação do discurso sobre o tema, divulgado pelo seu comité eleitoral, no qual critica o compromisso "indefinido" dos Estados Unidos com aquele país. "Nossa firme e indefinida concentração no Iraque não é uma boa estratégia para manter os EUA em segurança", destaca Obama no discurso que fará hoje em Washington.
O senador por Illinois afirmará que Washington tem se distraído das ameaças mais directas sobre o país.
O candidato democrata acredita que, com estas políticas, os EUA se distanciaram da comunidade internacional ao invés de reforçarem as suas alianças.
Além disso, Obama comprometer-se-á hoje a acabar com a guerra no Iraque de forma "responsável".
A sua estratégia de segurança nacional será "dura, inteligente e com princípios", e reconhecerá que os EUA não têm interesses apenas em Bagdad, mas também em "Kandahar, Karachi, Tóquio, Londres, Pequim e Berlim".
"Como deveria ser óbvio para o presidente (dos EUA, George W.) Bush e para o senador (pelo Arizona e candidato republicano à Casa Branca, John) McCain, a frente central desta guerra contra o terrorismo não é e nunca foi o Iraque", explica.
"A Al Qaeda tem uma base cada vez maior no Paquistão, que provavelmente não está mais longe do seu antigo santuário afegão do que de uma viagem de comboio entre Washington e Filadélfia", diz.
"Se acontecer outro atentado no nosso território, acontecerá na mesma região na qual foram planeados (os ataques) de 11 de Setembro", afirma Obama.
Apesar disto, o candidato democrata destaca que os EUA ainda têm cinco vezes mais tropas no Iraque do que no Afeganistão.
Os seus críticos o acusam de fraquejar sobre o seu compromisso de retirar as tropas do Iraque em 16 meses por causa do seu recente comentário de que poderia "refinar" as suas políticas sobre o Iraque após consultar os comandantes militares na região.
Obama quer manter o prazo de 16 meses para a retirada das tropas do Iraque. Angop
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