Um responsável policial, R.P. Dhamala, afirmou que mais de 600 manifestantes se encontram presas em centros de detenção de Katmandu.
Trata-se do maior número de manifestantes detidos num só dia, desde que, em Março, exilados tibetanos iniciaram protestos quase diários contra a Polícia chinesa no Tibete. Foi também a primeira vez que apenas mulheres participaram num protesto.
O primeiro grupo foi detido logo após se ter reunido num largo, ainda antes de entrar na rua por onde iam desfilar. As activistas contaram que pretendiam fazer uma marcha silenciosa em protesto contra as restrições chinesas no Tibete, que a Polícia se recusou a autorizar.
"Para contestar o que se está a passar no Tibete, queríamos fazer uma marcha silenciosa aqui, uma marcha pacífica e silenciosa", disse Doma Tsomo, que se encontrava entre as manifestantes.
"Infelizmente, ainda antes de a podermos sequer iniciar, a polícia começou a prender pessoas", acrescentou.
Um segundo grupo tentou entrar na rua, mas foi rapidamente impedido pela polícia, que levou os manifestantes em autocarros e camiões.
O terceiro grupo, e o mais pequeno, protestou junto da Embaixada da China, tendo sido igualmente detido.
Os manifestantes são geralmente libertados pela polícia no final do próprio dia.
A polícia nepalesa conseguiu impedir quase todos os protestos tibetanos anti-China nas últimas semanas.
O Nepal avisara que não iria permitir protestos contra a China, que pudessem pôr em risco as relações próximas com o seu vizinho gigante.
As Nações Unidas e grupos internacionais de direitos humanos têm criticado o Nepal por recorrer ao que consideram ser força excessiva para travar os protestos. Durante as detenções, a polícia agride os manifestantes à bastonada e arrasta-os pelas ruas.
AL.
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