Em virtude de um acordo concluído em fevereiro de 2007 com os Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão e Rússia, a Coréia do Norte comprometeu-se a desativar, e em seguida desmontar, as suas instalações atômicas, recebendo em contrapartida auxílio energético, vitais para um país de 23 milhões de habitantes que sofre de escassez crônica.
O regime comunista confirmou a sua boa vontade paralisando em julho de 2007 o seu principal reator de Yongbyon, espinha dorsal do seu programa nuclear militar.
O gesto simbólico foi cumprimentado pelo presidente americano George W. Bush, que anunciou o comprometimento com o processo de suspensão das sanções, prevenindo, ao mesmo tempo, que Pyongyang deverá seguir com sua desnuclearização.
Bush notificou ainda o Congresso americano sobre a sua intenção de retirar em 45 dias a Coréia do Norte da lista americana dos Estados que apóiam o terrorismo.
"Hoje, demos um passo importante na boa direção", disse Bush. Mas, acrescentou, "não crio ilusões, é um primeiro passo, não é o fim deste processo, é o início do processo".
A Coréia do Norte classificou nesta sexta de "medida positiva" a decisão dos Estados Unidos de abrir o processo que pretende retirar Pyongyang da lista dos países que apóiam o terrorismo.
A China transmitiu hoje a declaração norte-coreana aos outros países que participam das negociações sobre o desarmamento, anunciou Christopher Hill, principal negociador americano, afirmando ainda que o documento fornecia a lista "dos materiais nucleares, os materiais de fusão e os materiais para fabricar bombas".
A destruição da torre constitui "um primeiro passo" para a desnuclearização, reagiu por sua vez o primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda, afirmando que era "importante verificar com cuidado" este processo.
SEUL (AFP)















