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Cuba: Raúl Castro alerta cubanos para efeitos da crise internacional |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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27-Jul-2008 |
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Os cubanos assinalaram este sábado a tentativa de assalto aos quartéis da Moncada e Carlos Manuel de Céspedes pelos adeptos de Fidel Castro e dos seus companheiros. No discurso proferido em Santiago de Cuba - no qual preveniu que o exército cubano continuará a sua preparação e a sua modernização “quaisquer que sejam os resultados da próxima eleição presidencial norte-americana em Novembro” -, Raul Castro denunciou a passividade dos países ricos e das grandes empresas multinacionais perante a crise provocada pela inflação dos preços dos alimentos e dos produtos petrolíferos e avisou os seus conterrâneos das “consequências inevitáveis” que a crise internacional acarretará para a ilha, que importa 84% dos alimentos que consome.
“A revolução fez e continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para continuar a avançar e para reduzir ao mínimo as inevitáveis consequências da actual crise internacional para a população”, garantiu o irmão do antigo líder histórico de Cuba e do Partido Comunista cubano. “De qualquer forma temos de explicar oportunamente ao nosso povo as dificuldades e prepararmo-nos para as defrontar. É preciso que nos habituemos a não receber apenas boas notícias”, acrescentou o actual Presidente. O agora líder da ilha comunista garante que o povo cubano tem a “maturidade suficiente” para compreender a situação económica e aproveitou a ocasião para apontar a crítica “às pessoas que pretendem fechar obstinadamente os olhos perante os problemas do mundo”. Raul Castro discursou perante uma plateia de cerca de 10.000 convidados na parada do antigo quartel da Moncada, que foi teatro em 1959 de uma tentativa de assalto pelos partidários de Fidel Castro e “Che” Guevara. Ao povo cubano, Raul Castro anunciou ainda que as comemorações do 50º aniversário da revolução cubana que se assinalam no próximo mês de Janeiro de 2009, serão realizadas na cidade de Santiago. “Os problemas e as tarefas fundamentais, nós continuaremos a analisá-los em conjunto com o povo, em particular com os trabalhadores (...) bem como, procuraremos as melhores soluções, sem nos preocupar com os que, no exterior, tentam tirar partido dos debates que aqui se realizam”, garantiu o Presidente da República que sucedeu a seu irmão e líder histórico de Cuba, Fidel Castro, em Fevereiro deste ano, vítima de fortes hemorragias intestinais e que por doença, abdicou a favor do seu irmão. “Nós não aspiramos à unanimidade, que se revela geralmente falsa”, garantiu ainda Raul Castro. RTP
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